# Ibovespa 9ª alta seguida, mas mês fecha negativo; Petrobras sobe 3%

> Ibovespa registrou nona alta consecutiva em agosto, fechando aos 177.418,78 pontos com ganho de 1,00% no último pregão, mas o mês terminou com queda acumulada de 0,33%. Petrobras subiu 3,38% no dia, impulsionada pelo petróleo acima de US$ 90, refletindo pressões geopolíticas e oferta restrita.

*Global Forum · Investimentos · 31 de agosto de 2026 · Helena Drumond*

Ibovespa fecha agosto com alta de 1,00%, aos 177.418,78 pontos, nona alta consecutiva. Mês termina negativo em 0,33%. Petrobras dispara 3,38% com petróleo acima de US$ 90. Entenda o que moveu o mercado.

O Ibovespa fechou a última sessão de agosto com alta de 1,00%, aos 177.418,78 pontos, um ganho de 1.754,16 pontos, a nona alta consecutiva. Mesmo com a sequência positiva, o mês terminou negativo em 0,33%, depois de julho ter ficado positivo em 3,47%. As onze derrotas em sequência no início do mês foram essenciais para esse resultado final.

O real conseguiu se fortalecer, com o dólar comercial marcando baixa de 0,31%, a R$ 5,180. Os DIs (juros futuros) terminaram de forma mista.

Lá em Nova York, as coisas foram mais tensas. No final de semana, o governo Trump voltou a atacar militarmente o Irã, que revidou. O país persa disse procurar uma saída negociada para a guerra. Os preços internacionais do petróleo subiram, mais uma vez batendo nos US$ 90. Assim, os principais índices terminaram negativos, com certa amplitude.

"O mundo tem petróleo suficiente para suas necessidades, e um preço entre US$ 80 e US$ 90 não é tão restritivo a ponto de levar a economia ao colapso", disse à CNBC Tom Hainlin, estrategista nacional de investimentos do U.S. Bank Asset Management.

No campo fiscal, a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) como proporção do PIB aumentou de 81,9% em junho para 82,5% em julho, informou o Banco Central. Em valores nominais, passou de R$ 10,809 trilhões para R$ 10,947 trilhões. O setor público consolidado teve déficit nominal de R$ 97,602 bilhões em julho, após um déficit de R$ 165,966 bilhões em junho.

Nas ações, a Petrobras (PETR4) disparou 3,38%, com ajuda do petróleo e analistas mais positivos com o setor de energia nacional. As petroleiras juniores comemoraram: PRIO (PRIO3) subiu 3,53%, Petrorecôncavo (RECV3) avançou 2,45% e Brava Energia (BRAV3) valorizou 0,76%.

Os bancos também foram destaque: Banco do Brasil (BBAS3) subiu 2,83%, Bradesco (BBDC4) e Itaú Unibanco (ITUB4) subiram 0,64% e 0,84%, respectivamente. Apenas Santander (SANB11) terminou atrás, com menos 1,50%. Casas Bahia (BHIA3) teve alta de 65,00%, após confirmar antecipação de efeitos do seu pedido de recuperação judicial.

Setembro já entra em campo com a divulgação do PIB do 2T26 no Brasil, para mostrar que ainda tem muita bola em jogo antes das eleições.

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