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Ibovespa cai 1,24%: tarifaço e outros motivos para a queda

ResumoIbovespa registrou queda de 1,24% nesta quinta-feira, pressionado pelo tarifaço de Donald Trump, inflação acima do esperado, alta dos juros futuros e realização de lucros. O movimento refletiu o cenário externo adverso e a deterioração das expectativas domésticas, com investidores ajustando posições diante do aumento da aversão ao risco.

O Ibovespa fechou em queda de 1,24% nesta quinta-feira. O tarifaço de Trump foi o gatilho, mas não o único motivo. Inflação acima do esperado, alta dos juros futuros e realização de lucros também pressionaram o mercado. Entenda o que movimentou a bolsa.

Helena Drumond
Helena Drumond Analista de criptoativos e fintechs · 16 de julho de 2026
Ibovespa cai 1,24%: tarifaço e outros motivos para a queda

O Ibovespa fechou em queda de 1,24% nesta quinta-feira, aos 132.500 pontos. O tarifaço de Trump foi o gatilho, mas não o único motivo. Inflação acima do esperado, alta dos juros futuros e realização de lucros também pressionaram o mercado. Entenda o que movimentou a bolsa.

O Ibovespa caiu 1,24% nesta quinta, aos 132.500 pontos. O principal gatilho foi o anúncio de tarifas de Trump sobre aços e alumínio, que gerou aversão a risco global. No Brasil, a inflação acima do esperado em maio (IPCA de 0,46%) e a alta dos juros futuros reforçaram o movimento de realização de lucros.

O tarifaço de Trump: o estopim da queda

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou tarifas de 25% sobre importações de aço e alumínio. A medida pegou o mercado de surpresa e reacendeu temores de guerra comercial. Segundo analistas, o impacto direto sobre o Brasil é limitado, já que o país responde por cerca de 10% das exportações de aço para os EUA, mas o efeito simbólico pesou. "O mercado leu como um sinal de que Trump pode escalar a retórica protecionista", disse o economista-chefe de uma corretora.

O Ibovespa caiu 1,24% nesta quinta, aos 132.500 pontos. O principal gatilho foi o anúncio de tarifas de Trump sobre aços e alumínio, que gerou aversão a risco global. No Brasil, a inflação acima do esperado em maio (IPCA de 0,46%) e a alta dos juros futuros reforçaram o movimento de realização de lucros.

Inflação acima do esperado: IPCA de maio surpreende

O IBGE divulgou o IPCA de maio, que subiu 0,46%, acima das expectativas do mercado (0,38%). A inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,2% (IBGE, IPCA mensal, mai/2026). O dado reforçou a percepção de que o Banco Central pode manter a Selic em patamar elevado por mais tempo. Segundo o Banco Central, a Selic encerrou maio em 9,75%, patamar não visto desde 2024.

Juros futuros sobem e pressionam a bolsa

Com a inflação mais alta, os juros futuros dispararam. A taxa do DI para janeiro de 2027 subiu de 10,20% para 10,45%. Isso torna a renda fixa mais atraente e reduz o apetite por ações. "A alta dos juros futuros é um sinal de que o mercado precifica uma Selic mais alta por mais tempo", explicou um gestor de fundos.

Realização de lucros após alta recente

O Ibovespa acumulava alta de 8% no mês até quarta-feira. A queda de hoje também reflete realização de lucros por investidores que aproveitaram o movimento de alta. "Não é incomum ver correções após sequências de ganhos", disse um analista técnico.

Dólar sobe e reflete aversão a risco

O dólar comercial fechou em alta de 0,8%, cotado a R$ 5,15. A moeda americana se fortaleceu globalmente com o tarifaço, e o real acompanhou o movimento de desvalorização das moedas emergentes. Segundo o Banco Central, o fluxo cambial líquido ficou negativo em US$ 500 milhões na semana.

O que esperar para os próximos dias

A tendência é de volatilidade. O mercado monitora os desdobramentos do tarifaço e os próximos dados de inflação nos EUA. No Brasil, a agenda inclui a divulgação do IGP-M e a ata do Copom. Se a inflação americana vier acima do esperado, o aperto monetário global pode se intensificar, pressionando ainda mais o Ibovespa.

Perguntas Frequentes

Por que o Ibovespa caiu hoje?

A queda foi puxada pelo tarifaço de Trump sobre aço e alumínio, inflação acima do esperado no Brasil e alta dos juros futuros.

O tarifaço de Trump afeta o Brasil?

O impacto direto é limitado, mas o efeito simbólico de escalada protecionista gera aversão a risco global.

Qual foi a inflação de maio?

O IPCA subiu 0,46% em maio, acima das expectativas, acumulando 4,2% em 12 meses (IBGE).

A Selic vai subir?

O mercado precifica manutenção da Selic em 9,75% por mais tempo, mas a inflação acima do esperado pode levar o Banco Central a elevar a taxa.

Vale a pena comprar na queda?

Depende do perfil de risco. A queda pode ser oportunidade para investidores de longo prazo, mas a volatilidade deve continuar.

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