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Tesouro Direto: juros recuam com eleições no radar

ResumoTesouro Direto registrou nova queda relevante nas taxas de juros nesta terça-feira (8), com rendimentos futuros recuando em bloco, apesar da alta nos Treasuries americanos. O movimento reflete o predomínio das eleições brasileiras sobre o cenário externo no radar dos investidores. A redução ocorre após feriado e sinaliza ajuste de expectativas domésticas.

As taxas do Tesouro Direto voltaram do feriado com nova queda relevante, com juros futuros recuando em bloco nesta terça-feira (8), apesar da alta no rendimento dos Treasuries. Eleições se sobrepõem ao exterior no radar local.

Eduardo Tannous
Eduardo Tannous Economista e analista macro · 08 de setembro de 2026
Tesouro Direto: juros recuam com eleições no radar

As taxas do Tesouro Direto voltaram do feriado com nova queda relevante, com juros futuros recuando em bloco nesta terça-feira (8), apesar da alta no rendimento dos Treasuries. Localmente, o mercado está de olho no cenário eleitoral, que se sobrepõe ao exterior. Lá fora, o petróleo, que volta a se aproximar de US$ 100, é o fator de maior pressão.

Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o escritor Augusto Cury (Avante) ultrapassam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva numericamente nas intenções de voto para 2º turno, mas com empate técnico.

Em reação, o Prefixado 2032 recuou seis pontos-base, para 14,17%, o de 2029 cedeu três pontos, e o papel com Juros Semestrais 2037 aliviou cinco pontos. Nos títulos de inflação, o maior movimento ficou por conta do IPCA+ 2032, com juro real em queda de cinco pontos, para 7,80%, o menor patamar desde maio. O IPCA+ com Juros Semestrais 2037 teve queda de 7,54% para 7,51%. Já o IPCA+ 2040 e IPCA+ com Juros Semestrais 2045 ficaram estáveis, e o mais longo de 2050 registrou leve alta.

Também pesa a expectativa de alívio na inflação, após deflação na prévia do IPCA e o PIB mais fraco divulgado na semana passada. A inflação de agosto será divulgada na próxima sexta, com a expectativa de confirmar o alívio nos preços.

"[A moderação nos preços] deverá dar mais argumentos ao Banco Central do Brasil para realizar mais um corte de 25 pontos-base na taxa de juros neste mês", pontua Diego Barnuevo, analista de mercados da Ebury.

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