# Dividendos de empresas brasileiras crescem 12,8% no 2º tri

> Empresas brasileiras distribuíram US$ 4,4 bilhões em dividendos no segundo trimestre, crescimento de 12,8% ante igual período de 2025, conforme a gestora Janus Henderson. O Brasil liderou os ganhos na América Latina, e a JBS NV superou a Petrobras no maior valor individual pago.

*Global Forum · Investimentos · 15 de setembro de 2026 · Tânia Lustosa*

As empresas brasileiras pagaram US$ 4,4 bilhões em dividendos no segundo trimestre, alta de 12,8% sobre 2025, e lideraram os ganhos na América Latina. A JBS NV desbancou a Petrobras no valor individual distribuído, segundo a Janus Henderson.

As empresas brasileiras pagaram US$ 4,4 bilhões em dividendos no segundo trimestre deste ano, um crescimento de 12,8% em relação ao mesmo período de 2025. O avanço superou o da América Latina, de 1,7%, para US$ 11,7 bilhões, e o do mercado global, de 7,3%, para US$ 757,8 bilhões, segundo o Índice Global de Dividendos e Recompras da Janus Henderson.

O destaque no valor distribuído foi a JBS NV, holding internacional do grupo, que desbancou a Petrobras ao considerar individualmente as ações ordinárias e preferenciais. Depois aparecem a Telefônica Brasil e os bancos. A gigante de carnes elevou o pagamento por ação de US$ 0,35 no segundo trimestre de 2025 para US$ 1,00 neste ano, conforme a gestora britânica.

Se somados os dividendos pagos pelas ações preferenciais e ordinárias da Petrobras, o total de R$ 7,675 bilhões supera o da JBS, de R$ 5,251 bilhões, segundo a consultoria Elos Ayta. Os números da Janus consideram dados subjacentes, que descontam efeitos sazonais, distorções, inflação ou eventos extraordinários.

## Quem ganha e quem paga a conta do dividendo

O setor financeiro permaneceu como a maior fonte de dividendos globais, distribuindo US$ 239,7 bilhões no segundo trimestre, aumento de 8,1%. Não há empresas brasileiras entre as 20 maiores distribuidoras de lucros globais, ranking liderado pela Saudi Arabian Oil Co., seguida por Nestlé, HSBC Holding, Allianz, Microsoft e Nvidia.

A Petrobras chegou a figurar entre as 20 maiores pagadoras, ocupando a segunda posição no ranking da Janus no quarto trimestre de 2022. Sua última classificação ocorreu no quarto trimestre de 2024, no 14º lugar.

## Recompras crescem e mudam a lógica da remuneração

As recompras globais atingiram R$ 572 bilhões no segundo trimestre, alta de 26,8% sobre o ano anterior. O setor de Tecnologia foi destaque, com R$ 121,1 bilhões. O Brasil liderou as recompras na América Latina, com US$ 1,1 bilhão, reflexo da queda dos preços dos papéis em bolsa após o início da guerra do Irã.

O México ficou em segundo, com US$ 3,4 bilhões em dividendos e recompras, queda de 0,8% sobre o ano anterior, e US$ 400 milhões em recompras.

Segundo Jane Shoemake, responsável por ações de países emergentes da Janus Henderson, "estamos vendo uma mudança na forma como as empresas pensam sobre a devolução de capital aos acionistas". Ela cita o aumento das recompras, que dão flexibilidade para as companhias reagirem conforme suas prioridades mudam, e dá o exemplo dos bancos, que se utilizam cada vez mais de recompras sem se comprometer com pagamentos permanentemente mais altos de dividendos no futuro.

A Janus Henderson projeta crescimento global dos dividendos neste ano entre 5% e 6%, enquanto as recompras devem crescer entre 7% e 8%, sustentadas por lucros corporativos resilientes e forte geração de caixa, principalmente dos setores Financeiro e de Tecnologia.

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Fonte (canonical): https://globalforum.com.br/investimentos/dividendos-empresas-brasileiras-crescem-128-2-tri-veja-ranking/
