# CSN (CSNA3) dispara 16% com Schvartsman e saída de Steinbruch

> A CSN (CSNA3) registrou alta de 16,22% no Ibovespa após a nomeação de Fabio Schvartsman para a presidência executiva. Benjamin Steinbruch migra para o Conselho de Administração. A mudança de liderança gerou otimismo no mercado, refletindo expectativa de reestruturação e melhora na governança corporativa da siderúrgica.

*Global Forum · Investimentos · 03 de setembro de 2026 · Fábio Quaresma*

Ações da CSN (CSNA3) lideram altas do Ibovespa, com +16,22%, após anúncio de que Fabio Schvartsman assume a presidência executiva, com Benjamin Steinbruch indo para o Conselho. Veja impactos.

Quem acompanha o aperto das contas da CSN (CSNA3) viu, nesta quinta-feira (3), um movimento raro: as ações da siderúrgica, que acumulam perdas de 30% no ano, lideram os ganhos do Ibovespa. O motivo é a troca no comando. Benjamin Steinbruch deixa a presidência após 24 anos e passa a comandar o Conselho de Administração, enquanto Fabio Schvartsman, ex-CEO da Vale (VALE3), assume a presidência executiva. Por volta das 10h24, os papéis subiam 16,22%, cotados a R$ 6,95.

A saída de Steinbruch carrega história. Foi ele quem liderou, em 1993, o consórcio que participou da privatização da CSN, assumindo o comando da companhia depois. Sob sua gestão, o grupo ampliou a atuação para além do aço, passando a operar também em mineração, cimento, logística e energia.

A troca no cargo mais alto ocorre em meio a uma reorganização. A companhia conduz um programa de venda de ativos para reduzir o endividamento. No segundo trimestre deste ano, a dívida líquida reportada foi de R$ 42,13 bilhões.

O BTG Pactual avaliou como positiva a nomeação de Schvartsman, que substitui Steinbruch na presidência executiva, com o fundador permanecendo como presidente do conselho. O banco espera maior foco em desalavancagem, disciplina de capital e venda de ativos, além de possível recuperação da confiança dos investidores.

Já a XP Investimentos entende que a CSN tem condições de superar o aperto financeiro e honrar obrigações até 2030, apesar da pressão sobre a geração de caixa e do elevado endividamento. Os analistas Lucas Laghi, Guilherme Nippes e Fernando Urbano apontam que os tradicionais motores de caixa do grupo perderam força com a piora dos fundamentos do minério de ferro e o cenário difícil para a siderurgia. Ainda assim, um plano de financiamento considerado viável pode permitir à companhia atravessar o período de maior pressão de liquidez.

A XP estima necessidade total de caixa de cerca de R$ 41 bilhões entre o terceiro trimestre de 2026 e 2030. Os recursos viriam de aproximadamente R$ 20 bilhões em refinanciamento de dívidas bancárias, R$ 13 bilhões em antecipações de recebíveis de minério de ferro e R$ 17 bilhões a R$ 18 bilhões em venda de ativos. Para a casa, a execução desse plano será o principal desafio do novo CEO. Embora veja potencial de redução gradual da alavancagem e assimetria positiva para as ações, mantém recomendação neutra diante dos riscos de execução. Para a CSN Mineração (CMIN3), a XP considera a valuation pouco atrativa, com múltiplos que já incorporam expectativas de crescimento de volume, mesmo com projeções mais baixas para o preço do minério de ferro.

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Fonte (canonical): https://globalforum.com.br/investimentos/csn-csna3-dispara-16-chegada-schvartsman-ao-comando-saida-steinbruch/
