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Bolsa já vive a 'terceira onda' com potencial de forte alta, dizem Moraes e Stormer

ResumoAndré Moraes e Alexandre Stormer afirmam que a Bolsa brasileira vive a 'terceira onda' com potencial de forte alta. O movimento reúne entrada de capital estrangeiro, preços descontados e alinhamento entre cenário macro e análise gráfica. A avaliação sugere que o mercado está apenas no início de um ciclo amplo de valorização.

A Bolsa brasileira pode estar apenas no início de um movimento amplo de valorização, a chamada 'terceira onda', que reúne entrada de capital estrangeiro, preços descontados e alinhamento entre cenário macro e análise gráfica, segundo André Moraes e Alexandre Stormer.

Helena Drumond
Helena Drumond Analista de criptoativos e fintechs · 30 de julho de 2026
Bolsa já vive a 'terceira onda' com potencial de forte alta, dizem Moraes e Stormer

Bolsa já vive a 'terceira onda' com potencial de forte alta, dizem Moraes e Stormer

A Bolsa brasileira pode estar apenas no início de um movimento amplo de valorização, capaz de inverter anos marcados por operações curtas e baixa convicção. Na avaliação dos traders André Moraes e Alexandre Wolwacz (Stormer), a chamada "terceira onda", iniciada em 2025, reúne entrada de capital estrangeiro, preços ainda descontados e alinhamento entre cenário macroeconômico e análise gráfica.

A 'terceira onda' na Bolsa brasileira, segundo André Moraes e Alexandre Stormer, é um movimento amplo de alta iniciado em 2025, impulsionado pela entrada de capital estrangeiro, preços descontados e alinhamento entre fundamentos macroeconômicos e análise gráfica. Eles comparam o cenário aos ciclos de 2002 e 2016, que geraram altas de 800% e 300%, respectivamente.

Primeiro sinal: o retorno do capital estrangeiro

O primeiro sinal da mudança aparece no fluxo estrangeiro, que ganhou força enquanto a Bolsa rompia o topo histórico em 2025. Para Stormer, esse retorno sustenta a leitura de que o movimento pode ser mais amplo. "Primeiro, o retorno do investidor estrangeiro que começou a entrar no país com mais força a partir de janeiro", afirma.

Ao mesmo tempo, a ausência do investidor pessoa física reforçaria a interpretação contrária ao sentimento predominante. Para ele, a descrença coincide com preços deprimidos, tanto quando medidos em dólares quanto pela relação preço/lucro. "Isso também costuma ser um sinal de fundo muito forte, um sinal de que a Bolsa atingiu o seu nível mais baixo", afirma.

Comparação com ciclos históricos

Na visão de André Moraes, o cenário ganha força porque os fundamentos macroeconômicos e o momento gráfico apontam na mesma direção. Como referência, ele compara a configuração atual aos ciclos iniciados em 2002 e 2016. "O primeiro, de 2002 até início de 2011, que deu para o Ibovespa uma alta em torno de 800%, e o segundo, entre 2016 e 2021, que deu em média 300%", afirma.

Entretanto, as altas anteriores funcionam como comparação histórica, e não como projeção para o novo ciclo. O ponto central está na semelhança entre as condições que precederam aquelas valorizações e o quadro atual. "É muito difícil a gente ter condições macro e condições gráficas alinhadas no mesmo momento. E a gente tem isso agora", destaca Moraes.

Oportunidade com assimetria favorável

A oportunidade estaria na assimetria entre o risco assumido e o retorno possível. Como a tese identifica o movimento em fase inicial, haveria espaço para uma alta prolongada sem entrar depois de uma valorização madura. "A vantagem é que nós temos realmente um risco baixo e um potencial de ganho muito grande, ou seja, aquilo que a gente chama de relação risco-benefício", explica Stormer.

Segundo ele, a vantagem não depende de acertar oscilações isoladas, mas de reconhecer uma mudança estrutural antes que ela se torne consenso. Nesse caso, a pessoa física poderia capturar uma parcela maior do movimento esperado antes que a euforia reduza a assimetria. "Nós temos um cenário em que se surge uma oportunidade que ela é ímpar. Raríssimas vezes nós vamos ter isso. Nós vamos ter em torno de duas ou três vezes por década no máximo", estima.

Teste de disciplina para o investidor

Contudo, aproveitar a possível alta exige contrariar o comportamento mais comum do mercado. Stormer avalia que decisões guiadas pela emoção afastam o investidor justamente quando os preços oferecem maior margem de segurança. "Então, quando as pessoas estão com medo, elas não compram. Quando elas estão eufóricas, elas compram muito", observa.

Como resultado, o investidor tende a comprar perto dos topos e vender nas regiões de fundo. Por isso, a terceira onda não seria apenas uma oportunidade, mas um teste de disciplina. "Então, essa inversão na forma de pensar e olhar o mercado é que talvez seja o ponto principal para a pessoa poder capturar bem isso", argumenta Stormer.

Mudança de estratégia necessária

Além disso, a forma de operar precisaria mudar. Moraes compara os últimos cinco anos a uma guerra de trincheiras, marcada por exposições breves e alvos curtos. "Porque nos últimos cinco anos a gente viveu uma guerra de trincheira, ou seja, você tira a cabeça para fora, dá um tiro e volta para dentro da trincheira", descreve.

Agora, um mercado mais direcional exigiria operações longas e tolerância às oscilações da tendência. Assim, repetir a estratégia desenvolvida para movimentos curtos poderia fazer o trader sair cedo demais. "Você vai precisar alongar as suas operações. Você vai ter muito mais segurança, muito mais timing. Isso exige uma mudança na estratégia a ser adotada", ressalta Moraes.

Essa conclusão parte da experiência de Moraes na primeira onda. Na ocasião, uma saída antecipada o deixou fora da maior parte da tendência. "Eu entrava na operação, saia dois dias depois, passava mais três meses subindo sem parar e eu estava de fora porque não percebi a mudança que precisava na minha estratégia", recorda.

Riscos que podem adiar o movimento

Apesar da convicção, a terceira onda não é apresentada como um cenário inevitável. Para Stormer, os principais fatores capazes de interromper o fluxo esperado viriam do exterior, uma vez que as forças políticas brasileiras já estariam refletidas nos preços. "Eu acho que o fator que pode realmente pode travar tudo isso seriam fatores geopolíticos internacionais, mais até mesmo do que os nacionais", alerta.

Para Moraes, porém, a inflação representa o principal inimigo da Bolsa brasileira e dos mercados internacionais. Uma escalada do petróleo para US$ 120 ou US$ 150 por barril ampliaria a pressão sobre os preços e poderia postergar o ciclo. "E a alta do petróleo é inflação na veia", enfatiza.

Legado e próximo evento

Moraes admite que a pouca experiência limitou a dupla na primeira onda. Já no segundo ciclo, os dois chegaram mais preparados, com mais capital, e conseguiram aproveitar melhor o movimento. "Eu quero dizer que eu e o Stormer, na primeira onda, a gente tinha pouco dinheiro e pouca experiência, e a segunda onda salvou a gente", recorda.

Mais do que buscar o resultado financeiro do novo ciclo, Moraes e Stormer querem ajudar outros investidores a reconhecer a possível mudança de mercado. "E agora a gente quer deixar um legado, a gente quer preparar o maior número de pessoas possível para essa terceira onda", declara Moraes.

Por isso, Moraes e Stormer apresentarão a tese nos dias 3, 4 e 5 de agosto. A dupla explicará os sinais identificados e as estratégias para tentar aproveitar o movimento, caso o cenário se confirme. "Então fica o convite, dias 3, 4, 5 de agosto, a gente vai falar especificamente sobre o que a gente enxerga e como aproveitar", anuncia Moraes.

Perguntas Frequentes

O que é a 'terceira onda' na Bolsa brasileira?

É um movimento amplo de alta iniciado em 2025, segundo André Moraes e Alexandre Stormer, impulsionado por entrada de capital estrangeiro, preços descontados e alinhamento entre fundamentos macro e análise gráfica.

Quais são os riscos para a terceira onda?

Stormer aponta fatores geopolíticos internacionais como principal risco. Moraes destaca a inflação, especialmente uma escalada do petróleo para US$ 120 ou US$ 150 por barril.

Como o investidor pessoa física pode aproveitar?

Segundo Stormer, é preciso contrariar o comportamento emocional e reconhecer a mudança estrutural antes que ela se torne consenso, comprando quando há medo e vendendo quando há euforia.

Quando Moraes e Stormer vão apresentar a tese?

A dupla apresentará os sinais e estratégias nos dias 3, 4 e 5 de agosto, conforme anunciado por Moraes.

Qual a relação risco-benefício da terceira onda?

Stormer descreve como risco baixo e potencial de ganho muito grande, uma oportunidade que surge duas ou três vezes por década.

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