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Assessora encontra na corrida de montanha diferencial para carreira financeira

ResumoCláudia Santaela, assessora de investimentos e Senior Partner da W1 Capital, utiliza a corrida de montanha como diferencial profissional. O esporte, com 70% a 80% de preparo mental, desenvolve resiliência e foco aplicados ao atendimento de clientes e desafios do mercado financeiro.

Cláudia Santaela, assessora de investimentos e Senior Partner da W1 Capital, encontrou na corrida de montanha um diferencial para a carreira. Ela conta que o esporte representa 70% ou 80% de preparo mental, capacidade que leva para lidar com clientes e desafios do mercado finance

Tânia Lustosa
Tânia Lustosa Colunista de economia e sociedade · 29 de julho de 2026
Assessora encontra na corrida de montanha diferencial para carreira financeira

A assessora que encontrou na corrida de montanha um diferencial para a carreira

Para Cláudia Santaela, assessora de investimentos e Senior Partner da W1 Capital, a corrida de montanha é 70% ou 80% mental. Ela aplica essa capacidade de lidar com desconforto e frustrações na carreira, onde lidera uma equipe de 13 pessoas e administra uma carteira de R$ 96 milhões. O esporte fortalece a disciplina e a resiliência.

A mentalidade que une montanhas e finanças

Aos olhos de quem vê de fora, uma corrida de montanha parece exigir principalmente preparo físico. Trilhas íngremes, horas de esforço e milhares de metros de ganho de elevação sugerem que a resistência do corpo é o fator decisivo para cruzar a linha de chegada.

Para Cláudia Santaela, no entanto, a lógica é outra. "A corrida de montanha é 70% ou 80% mental", resume. É justamente essa capacidade de lidar com o desconforto, administrar frustrações e seguir em frente que a assessora de investimentos, sócia e Senior Partner da W1 Capital procura levar para a vida profissional.

Na visão de Cláudia, o principal aprendizado do esporte está menos na resistência física e mais na forma de enfrentar os desafios e obstáculos.

Trajetória de superação desde a Zona Leste

A história de Cláudia começou longe do mercado financeiro. Nascida na Zona Leste de São Paulo, filha de um motorista de ônibus e de uma costureira que se tornou mãe aos 15 anos, ela estudou em escola pública e cresceu tendo na mãe seu maior exemplo de perseverança. "Eu gosto de estar na minha zona de desconforto", diz.

Segundo Cláudia, essa disposição para buscar novos desafios nasceu da admiração pela mãe, que desempenhou ao mesmo tempo os papéis de mãe, pai e amiga.

A carreira começou cedo, aos 17 anos, no setor bancário. Ela passou por instituições como Lloyds/Losango, Citi, Itaú e Santander antes de decidir empreender.

Do salão de beleza ao mercado de capitais

Cláudia comprou um salão de beleza, que administrou por cerca de 10 anos, elevando o faturamento mensal de aproximadamente R$ 22 mil para algo entre R$ 90 mil e R$ 100 mil e expandindo a equipe de quatro para 26 funcionários.

Após a pandemia, vendeu o negócio, chegou a comprar um mercado e decidiu retornar ao setor financeiro, desta vez como assessora de investimentos. Hoje, Cláudia é Senior Partner da W1 Capital, lidera uma equipe de 13 pessoas, atende clientes em São Paulo, Goiânia e Vitória e responde por uma carteira de cerca de R$ 96 milhões. Somando a atuação da equipe, o volume sob acompanhamento chega a aproximadamente R$ 334 milhões.

Assessoria como construção de confiança

Mais do que acompanhar investimentos, Cláudia diz que seu trabalho exige compreender os objetivos e as preocupações de cada cliente. Na avaliação dela, a assessoria vai além da recomendação de produtos financeiros e passa pela construção de relações de confiança, especialmente em momentos de maior volatilidade dos mercados.

É nesse contexto que o controle emocional, desenvolvido também nas corridas de montanha, ganha importância no dia a dia da profissão. "A corrida de montanha me silencia. É o momento em que consigo me conectar comigo", garante Cláudia. "É onde consigo descarregar, recarregar minha energia e voltar para a atividade profissional."

A experiência acumulada nos bancos, somada aos mais de 10 anos como empreendedora, também moldou sua forma de atuar. Depois de retornar ao mercado financeiro em 2023, Cláudia precisou estudar temas que até então desconhecia, como renda fixa, renda variável e mercado de capitais.

Reprovada na primeira tentativa da certificação exigida para a carreira, só foi aprovada na terceira prova. Para ela, o episódio reforçou que evolução profissional depende mais da capacidade de persistir do que de acertar de primeira.

O autodesafio como motor de crescimento

A corrida entrou na rotina de Cláudia como prática esportiva, mas acabou se tornando também uma forma de fortalecer a disciplina e a resiliência. Segundo ela, o principal elo entre as montanhas e a assessoria de investimentos é o autodesafio.

"Hoje eu tenho as metas que a empresa traz para mim, mas também tenho as minhas metas pessoais, assim como na corrida", diz Cláudia. "Eu crio os meus próprios desafios daqui dentro e lá fora. E, com isso, consigo criar uma mentalidade mais forte."

Mais do que buscar performance, ela afirma que aprendeu a lidar com momentos em que o resultado não aparece. "Na corrida, assim como na nossa atividade profissional, existem momentos em que você não consegue performar. Já chorei durante uma prova por sentir que não estava conseguindo dar o meu melhor", revela.

Para ela, a principal lição é entender que um desempenho abaixo do esperado não define toda uma trajetória, seja no esporte, seja na carreira financeira.

Corrida como ferramenta de clareza mental

Se há um aspecto que Cláudia destaca repetidamente é o efeito da corrida sobre sua capacidade de tomar decisões. Ela conta que, nos períodos mais difíceis do trabalho, costuma encontrar nas trilhas o espaço necessário para reorganizar as ideias.

"Quando o meu trabalho não está bom, é aí que a corrida fica boa. Lá eu limpo minha mente", afirma. "Minha parte criativa acontece quando estou correndo. Termino o treino e já tenho a solução daquele problema que estava me angustiando."

A maior prova que Cláudia completou teve 26 quilômetros, cerca de 2.500 metros de ganho de elevação e pouco mais de oito horas de duração. Ainda assim, sua especialidade continua sendo a meia maratona de montanha, prova de 21 quilômetros, modalidade que considera suficientemente desafiadora para continuar evoluindo. O próximo objetivo é participar de uma expedição na Argentina.

Honrar a trajetória da mãe

Apesar das mudanças de carreira e dos desafios assumidos ao longo da vida, Cláudia afirma que continua guiada pelo mesmo objetivo: honrar a trajetória da mãe. Ela diz que sempre buscou crescer não apenas como profissional, mas também como pessoa e filha, porque acredita que cada conquista representa uma forma de reconhecer os esforços feitos pela família desde o início.

No fim, seja em uma montanha ou no mercado financeiro, Cláudia acredita que o maior desafio está em superar os próprios limites. "Você treina a sua mente a se desafiar todos os dias e a ser alguém melhor", resume.

Perguntas Frequentes

Como a corrida de montanha ajuda na carreira financeira?

Para Cláudia Santaela, a corrida de montanha desenvolve controle emocional, disciplina e resiliência, habilidades essenciais para lidar com a volatilidade dos mercados e construir relações de confiança com clientes.

Qual a trajetória profissional de Cláudia Santaela?

Ela começou no setor bancário aos 17 anos, passou por Lloyds/Losango, Citi, Itaú e Santander, empreendeu em um salão de beleza por 10 anos e retornou ao mercado financeiro em 2023 como assessora de investimentos na W1 Capital.

Quanto Cláudia Santaela fatura na W1 Capital?

Ela lidera uma equipe de 13 pessoas, atende clientes em São Paulo, Goiânia e Vitória, e responde por uma carteira de cerca de R$ 96 milhões. Somando a equipe, o volume chega a aproximadamente R$ 334 milhões.

Qual a maior prova de corrida que Cláudia completou?

A maior prova teve 26 quilômetros, cerca de 2.500 metros de ganho de elevação e pouco mais de oito horas de duração. Sua especialidade é a meia maratona de montanha (21 km).

Como Cláudia lida com momentos de baixo desempenho?

Ela aprendeu que um desempenho abaixo do esperado não define toda uma trajetória. Na corrida e na carreira, a persistência é mais importante que acertar de primeira.

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