Apple recua na bolsa antes de lançamento de celular dobrável
As ações da Apple caíam 1,1%, para US$312,65, antes do primeiro evento sob o novo CEO, John Ternus. Mercado espera celular dobrável de preço elevado; entenda o impacto para consumidores e investidores.
Se você acompanha o mercado ou pensa em trocar de celular, a notícia desta quarta-feira (9) merece atenção. As ações da Apple caíam 1,1%, para US$312,65, antes do primeiro evento de lançamento de produto sob o comando do novo presidente-executivo, John Ternus. Os mercados esperam que a companhia revele um smartphone dobrável de preço elevado em sua sede na Califórnia, no que pode ser a reformulação mais marcante do aparelho desde a remoção do botão home no iPhone X, em 2017.
A categoria de dobráveis não é nova. Ela foi lançada pela fabricante chinesa de telas Royole em 2018 e cresceu com o Galaxy Fold da Samsung meses depois. Google e Huawei também entraram no segmento. Para quem segura um iPhone antigo, a novidade pode ser o empurrão para a troca, mas o preço deve pesar no orçamento.
Analistas esperam que a Apple adie atualizações de seus iPhones para suavizar o ciclo de vendas, que normalmente tem pico no último trimestre do ano. O Bank of America Securities aponta que é importante acompanhar aumentos de preço na linha Pro e a possível decisão de adiar os modelos iPhone 18 de menor preço para a primavera de 2027 no Hemisfério Norte.
A S&P Global Visible Alpha estima que a Apple vai gerar US$55,5 bilhões em receita com o iPhone no quarto trimestre e US$274,2 bilhões no próximo ano. Para Matt Britzman, analista sênior da Hargreaves Lansdown, o preço premium deve elevar receita e margens, enquanto um formato novo pode atrair quem mantém aparelhos antigos. A dúvida, segundo ele, é como demanda e oferta vão evoluir depois do entusiasmo inicial. A ação acumula alta de mais de 15% este ano, atrás apenas da Nvidia (20%) entre as grandes de tecnologia.