Ânima nega opção de venda da FMU à Farallon; veja o que disse à CVM
A Ânima negou à CVM que tenha concedido opção de venda da FMU à Farallon. O grupo esclareceu que o anúncio de aquisição, de R$ 410 milhões, foi motivado por potencial estratégico. Desde o anúncio, as ações caíram 3,1%, cotadas a R$ 2,18.
Se você acompanha o noticiário de finanças, já deve ter visto a turbulência envolvendo as ações da Ânima (ANIM3) após o anúncio da compra da Faculdade Metropolitanas Unidas (FMU). A dúvida que pairou no mercado era se existia uma opção de venda (put option) que obrigasse a companhia a adquirir o ativo, algo que a Ânima nega categoricamente.
A Ânima Educação afirmou em resposta a questionamentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que a Farallon Capital não tem opção que obrigue a companhia a comprar a FMU. O esclarecimento foi feito em comunicado ao mercado nesta segunda-feira, 20 de julho.
O que a Ânima disse à CVM sobre a Farallon
Em resposta oficial à CVM, a Ânima foi direta: 'A Ânima Educação esclarece que não existe, nem nunca existiu, qualquer opção de venda outorgada à Farallon Capital (ou a qualquer veículo sob seu controle ou influência) que lhe obrigasse a adquirir parte ou a integralidade das cotas da FMU'.
Ou seja, segundo a companhia, não há qualquer compromisso prévio que forçasse a compra. O negócio foi uma decisão estratégica, não uma obrigação contratual.
O motivo do negócio de R$ 410 milhões
A empresa afirmou que o anúncio de aquisição da FMU, por R$ 410 milhões, feito na semana passada, foi motivado por 'potencial estratégico e de geração de valor vislumbrados em relação a esse ativo'. A justificativa é puramente comercial: a Ânima viu na FMU uma oportunidade de crescimento e retorno.
Impacto nas ações da Ânima
Desde o anúncio do negócio, a ação da Ânima tem sofrido perdas na bolsa. O papel encerrou nesta segunda-feira em queda de 3,1%, cotado a R$ 2,18. No dia da divulgação do negócio, em 14 de julho, a ação da empresa fechou a R$ 2,87. A diferença representa uma desvalorização de aproximadamente 24% em poucos dias.
O que isso significa para o investidor
Para quem tem ações da Ânima ou está de olho no setor de educação, a resposta à CVM elimina uma dúvida importante: não há uma 'armadilha' contratual que force a compra da FMU. O movimento de queda pode refletir a percepção do mercado sobre o preço pago ou as perspectivas do negócio, mas não uma obrigação oculta.
Vale acompanhar os próximos comunicados da companhia e os resultados da integração da FMU para entender se a aposta de R$ 410 milhões vai se traduzir em retorno.
Perguntas Frequentes
A Farallon tem opção de venda da FMU?
Não. A Ânima negou à CVM que exista qualquer opção de venda outorgada à Farallon que obrigue a compra das cotas da FMU.
Qual o valor da aquisição da FMU pela Ânima?
O valor anunciado foi de R$ 410 milhões, conforme comunicado da companhia na semana passada.
Como as ações da Ânima reagiram ao anúncio?
As ações caíram 3,1% no fechamento desta segunda-feira, cotadas a R$ 2,18. Desde o anúncio em 14 de julho, quando o papel fechou a R$ 2,87, a desvalorização acumulada é significativa.
A compra da FMU foi uma decisão estratégica?
Sim. A Ânima afirmou que a aquisição foi motivada por potencial estratégico e de geração de valor, não por obrigação contratual.