Saques na poupança em agosto superam depósitos em R$ 10,573 bi
Banco Central divulgou nesta quinta-feira (10) que as retiradas na poupança superaram os depósitos em R$ 10,573 bilhões em agosto, saldo negativo maior que o de julho. No ano, o saque líquido chega a R$ 57,082 bilhões.
A caderneta de poupança voltou a fechar agosto com mais retiradas do que depósitos. Segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (10), os saques superaram os depósitos em R$ 10,573 bilhões no mês passado, acima do saldo negativo de R$ 7,152 bilhões registrado em julho.
Em número direto: os depósitos somaram R$ 357,652 bilhões, enquanto as retiradas alcançaram R$ 368,225 bilhões. Mesmo com o rendimento de R$ 6,507 bilhões, o saldo da modalidade terminou o mês em R$ 1,016 trilhão.
Se você acompanha a caderneta de perto, sabe que agosto costuma apertar o orçamento de quem tira da reserva para cobrir contas sazonais. O movimento de saque maior que depósito não é novidade em 2026: no acumulado do ano, a poupança já tem saque líquido de R$ 57,082 bilhões, com R$ 2,865 trilhões em depósitos e R$ 2,922 trilhões em retiradas.
Para efeito de comparação, em todo o ano passado os saques superaram os depósitos em R$ 85,568 bilhões. O dado de agosto reforça que a caderneta segue sendo usada mais como reserva de curtíssimo prazo do que como destino de sobra mensal.
O que fazer com essa informação na prática? Antes de tirar da poupança, vale checar se o gasto é mesmo emergencial ou se dá para renegociar prazo. Quem tem reserva de emergência em outro produto de liquidez diária pode comparar o rendimento antes de mexer no que já está guardado. E se o saque for inevitável, anote o valor de volta no orçamento do mês seguinte: repor aos poucos evita que o saldo negativo vire rotina.
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