# Petrobras ou PRIO? BofA aponta teses distintas no petróleo

> O Bank of America (BofA) mantém uma visão positiva para Petrobras e PRIO, destacando teses de investimento distintas para cada uma no setor de petróleo. A estatal é vista por seus ativos de pré-sal e potencial reprecificação, enquanto a PRIO se destaca pela geração de caixa e dis

*Global Forum · Financas Pessoais · 15 de outubro de 2026 · Helena Drumond*

O Bank of America (BofA) reforçou sua visão positiva para Petrobras (PETR3; PETR4) e PRIO (PRIO3), duas das principais empresas do setor de petróleo na Bolsa brasileira, mas com teses de investimento distintas. A recomendação de compra para ambas as companhias foi reiterada, acompanhada de elevação nos preços-alvo. Para a Petrobras, o novo alvo é R$ 70 por ação (anteriormente R$ 55), e para PRIO, R$ 74 (ante R$ 71).

No caso da Petrobras, a principal mensagem dos analistas do BofA é que o mercado subestima os ganhos estruturais dos campos do pré-sal. Segundo o banco, investidores tendem a comparar esses ativos com campos convencionais do pós-sal, ignorando características geológicas superiores. Estas incluem maior recuperação de petróleo, produção elevada por poço, platôs de produção mais longos e declínio mais lento. O BofA ressalta que reservatórios do pré-sal possuem óleo mais leve, são gigantescos e com elevada permeabilidade horizontal, o que favorece produtividade superior, como observado em campos como Búzios, Tupi e Mero.

Com base nessas características, o BofA elevou suas projeções de produção da Petrobras para 2,94 milhões de barris por dia em 2027 e 3,08 milhões em 2028, números que superam as metas do plano de negócios da própria estatal. A instituição projeta uma expansão média anual de produção de 6,7% entre 2026 e 2028, superior a grandes petroleiras globais como Exxon, Galp e Shell. Adicionalmente, o banco percebe a Petrobras negociando com desconto relevante frente a pares internacionais, com um múltiplo EV/Ebitda projetado de cerca de 3,5 vezes, representando um desconto de aproximadamente 55% em relação a Exxon e Chevron. O BofA considera que esse desconto embute um prêmio político excessivo que não condiz com a governança recente observada.

A tese de investimento para PRIO concentra-se em sua capacidade de geração de caixa e distribuição de recursos aos acionistas. O BofA destaca que a companhia se consolidou como uma das maiores histórias de criação de valor na Bolsa brasileira, combinando aquisições disciplinadas e ganhos operacionais em campos maduros da Bacia de Campos. A principal métrica observada pelo banco é a geração de fluxo de caixa livre (FCFE), com estimativas de US$ 3,4 bilhões em 2027 e US$ 2,8 bilhões em 2028, implicando yields de cerca de 28% e 23%, respectivamente. O banco espera que a política futura de distribuição de dividendos esteja atrelada ao preço do petróleo e à alavancagem financeira, com a administração buscando manter a dívida líquida abaixo de 1 vez Ebitda. O BofA estima distribuições anuais de US$ 2 bilhões a US$ 2,1 bilhões em 2027 e 2028, representando dividend yields ao redor de 18% ao ano.

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