XP reduz projeção do Brent e vê IPCA mais baixo, mas mantém Selic em 14% em 2026
A XP revisou para baixo a projeção do Brent e do IPCA para 2026, mas manteve a Selic em 14% ao ano. A decisão reflete uma visão cautelosa sobre a inflação e a política monetária, mesmo com alívio nos custos de energia.
A XP revisou suas projeções econômicas para 2026, cortando a estimativa do petróleo Brent e do IPCA, mas mantendo a Selic em 14% ao ano. O movimento reflete um cenário de desinflação gradual, porém com cautela sobre a política monetária.
Resposta direta: A XP reduziu a projeção do petróleo Brent e do IPCA para 2026, mas manteve a Selic em 14% ao ano. O corte no Brent reflete menor demanda global, enquanto o IPCA mais baixo sinaliza desinflação gradual. A Selic permanece elevada para conter riscos fiscais e de serviços.
Por que a XP cortou a projeção do Brent?
A XP reduziu a previsão do Brent para 2026 devido a uma combinação de fatores: desaceleração econômica global, aumento da oferta de países não-OPEP e menor demanda chinesa. O banco de investimentos passou a ver o barril abaixo de US$ 70 em média, contra US$ 75 anteriores. O corte reflete uma visão de que o mercado de petróleo tende a ficar mais folgado, pressionando os preços para baixo.
Impacto da queda do Brent no IPCA
A redução na projeção do Brent tem efeito direto sobre as expectativas de inflação no Brasil. O petróleo mais barato reduz custos de combustíveis e derivados, aliviando a pressão sobre o IPCA. A XP passou a projetar IPCA mais baixo para 2026, de 4,5% para 4,2%, ainda acima do centro da meta de 3%. Segundo dados do IBGE, o IPCA registrou variação de 0,58% em maio de 2026, acumulando alta de 4,1% em 12 meses. Em abril, a variação foi de 0,67%, e em março, de 0,88%. A trajetória de desaceleração mensal reforça a tese de desinflação gradual.
Selic em 14%: por que a XP não cortou?
Apesar da melhora no cenário de inflação, a XP manteve a previsão de Selic em 14% ao ano para 2026. A decisão se baseia em três pilares: mercado de trabalho aquecido, inflação de serviços resiliente e riscos fiscais. A Selic meta está em 14,25% desde o início de agosto de 2026, patamar que o banco considera necessário para ancorar as expectativas. "A desinflação está ocorrendo, mas o Copom não deve afrouxar enquanto a inflação de serviços não ceder", aponta a análise.
O que esperar da política monetária em 2026
A XP projeta que o Copom manterá a Selic em 14% ao longo de 2026, com possibilidade de cortes apenas no último trimestre, caso a inflação convirja para o centro da meta. O cenário base considera IPCA em 4,2% e crescimento do PIB em 1,8%. No entanto, riscos de alta incluem nova alta de commodities e desvalorização cambial.
Riscos e incertezas no cenário da XP
A projeção da XP embute riscos de ambos os lados. Do lado positivo, uma desaceleração global mais forte pode derrubar o Brent ainda mais, abrindo espaço para cortes na Selic. Do lado negativo, choques de oferta (geopolíticos ou climáticos) podem reacender a inflação. A XP pondera que a manutenção da Selic em 14% é uma postura conservadora, mas necessária para evitar surpresas.
Comparação com outras projeções de mercado
A XP está alinhada com o consenso do mercado, que vê Selic em 14% e IPCA em torno de 4,3% para 2026. Bancos como Itaú e Santander também mantêm projeções próximas, embora com cortes menores no Brent. A diferença está na velocidade da desinflação: a XP é mais otimista com o IPCA, mas mais cautelosa com a política monetária.
Perguntas Frequentes
A XP mudou a projeção do Brent para 2026?
Sim, a XP reduziu a projeção do petróleo Brent para 2026, citando menor demanda global e aumento da oferta.
Por que a XP manteve a Selic em 14%?
A XP manteve a Selic em 14% devido à inflação de serviços resiliente e riscos fiscais, mesmo com IPCA mais baixo.
Qual a projeção de IPCA da XP para 2026?
A XP projeta IPCA de 4,2% para 2026, abaixo dos 4,5% anteriores, mas ainda acima do centro da meta.
O que significa a Selic em 14% para o investidor?
A Selic em 14% mantém a renda fixa atrativa, com CDI próximo a esse patamar, favorecendo títulos pós-fixados e prefixados.
Quando o Copom pode cortar a Selic em 2026?
A XP vê possibilidade de cortes apenas no último trimestre de 2026, se a inflação convergir para o centro da meta.