# Wall Street espera Warsh: futuros de NY oscilam antes de Jackson Hole

> Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve, discursa em Jackson Hole nesta sexta-feira (28), com futuros de Wall Street oscilando sem direção única. Investidores buscam sinais sobre a trajetória dos juros americanos, após dados econômicos mistos. A fala de Warsh pode definir expectativas para o próximo movimento de política monetária, influenciando mercados globais.

*Global Forum · Economia · 28 de agosto de 2026 · Fábio Quaresma*

Os índices futuros dos EUA operam sem direção única nesta sexta-feira (28), enquanto investidores aguardam o discurso do presidente do Fed, Kevin Warsh, em Jackson Hole, em busca de pistas sobre a trajetória dos juros americanos.

Se você acompanha o noticiário econômico, sabe que esta sexta-feira (28) é decisiva para os mercados. Os índices futuros dos EUA operam sem direção única, enquanto investidores de Wall Street aguardam o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, em Jackson Hole, em busca de pistas sobre a trajetória dos juros americanos.

A expectativa é grande porque o discurso ocorre em um momento delicado. Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA de longo prazo dispararam, em parte devido a dúvidas sobre o compromisso de Warsh em conter a inflação, o que levou o Tesouro a intervir no mercado de títulos.

Os contratos futuros de Fed Funds precificam uma probabilidade de aproximadamente 64% de que o banco central mantenha as taxas inalteradas em sua reunião de setembro, segundo a ferramenta FedWatch da CME. Ou seja, o mercado ainda não aposta em corte, mas também não descarta mudanças.

No cenário global, o aumento do endividamento público vem alimentando debates sobre onde deve ser traçada a fronteira entre as políticas fiscal e monetária. A chamada dominância fiscal será outra questão central que Warsh deverá enfrentar em seu discurso em Jackson Hole, no Wyoming. Os investidores, porém, podem se decepcionar caso estejam esperando respostas mais concretas sobre o tema.

Warsh defendeu o abandono de algumas das políticas de comunicação adotadas há anos pelo Fed, dando mais espaço para que os mercados façam o trabalho pesado, enquanto Bessent colocou em prática uma série de ferramentas, algumas pouco convencionais, para ajudar no funcionamento do sistema financeiro.

Enquanto isso, os mercados europeus operam em alta generalizada no início do pregão, recuperando-se de duas sessões de queda. Os setores automotivo e de serviços públicos lideraram os ganhos.

Já os mercados da Ásia-Pacífico fecharam misto nesta sexta. O índice Nikkei 225, do Japão, subiu 0,41%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, caiu 1,79%. O índice australiano S&P/ASX 200 teve alta de 0,6%.

Os preços do petróleo operam em baixa e estão a caminho de interromper uma sequência de duas semanas de ganhos, apesar de terem fechado em alta na sessão anterior, após uma reportagem de que o presidente dos EUA, Donald Trump, não está interessado em retornar aos termos do acordo anterior com o Irã.

As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta, consolidando ganhos semanais, impulsionados pela redução dos estoques nos principais portos da China, principal compradora.

Para quem organiza as finanças pessoais, o desfecho deste discurso pode influenciar o custo do crédito e o rendimento de investimentos nos próximos meses. Acompanhar os próximos passos do Fed ajuda a planejar melhor o orçamento e as decisões de aplicação.

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