Economia

Vendas no varejo dos EUA sobem 1,2% em agosto

ResumoAs vendas no varejo dos Estados Unidos subiram 1,2% em agosto, superando a previsão de 0,8%. O crescimento demonstra resiliência do consumo americano mesmo com inflação elevada e aumenta a pressão sobre o Federal Reserve para elevar as taxas de juros.

As vendas no varejo dos EUA subiram 1,2% em agosto, acima da previsão de 0,8%. O dado reforça a resiliência do consumo mesmo com inflação alta e pressiona o Fed a elevar juros. Veja o que muda na sua vida financeira.

Fábio Quaresma
Fábio Quaresma Especialista em finanças pessoais · 16 de setembro de 2026
Vendas no varejo dos EUA sobem 1,2% em agosto

As vendas no varejo dos Estados Unidos subiram 1,2% em agosto, recuperando-se de uma queda revisada de 0,5% em julho, segundo o Census Bureau do Departamento de Comércio. O resultado superou a previsão de economistas consultados pela Reuters, que esperavam alta de 0,8%.

O avanço de 1,2% veio depois de julho ter registrado o primeiro recuo em nove meses. Na ocasião, a queda havia sido divulgada em 0,6%, mas foi revisada para 0,5%.

O que puxou as vendas no varejo dos EUA

As famílias americanas intensificaram as compras de veículos motorizados e fizeram estoques para o novo ano letivo. Parte do aumento também refletiu os preços mais altos da gasolina, que elevaram as receitas nos postos de combustível.

Os gastos seguem sustentados pelo crescimento constante dos salários e pelos ganhos recentes no mercado de ações. As famílias, porém, estão economizando menos e recorrendo às suas reservas. O índice de confiança do consumidor se deteriorou neste mês, e os consumidores estão mais seletivos, buscando produtos com preços mais baixos.

O que isso significa para o seu bolso

A inflação persistentemente alta, causada pelo choque nos preços do petróleo e pelas tensões na cadeia de abastecimento decorrentes da guerra liderada pelos EUA com o Irã, continua pesando no orçamento. Com vendas fortes e pressões sobre os preços, cresce a expectativa de que o Federal Reserve aumente a taxa de juros.

Juros mais altos nos EUA costumam encarecer o crédito e pressionar o dólar, o que pode afetar o câmbio no Brasil e, por tabela, os preços de produtos importados e de viagens internacionais. Para quem organiza as contas, o momento pede atenção redobrada ao orçamento doméstico e à reserva de emergência.

Um dado que ajuda a medir a força do consumo: as vendas no varejo excluindo automóveis, gasolina, materiais de construção e serviços de alimentação subiram 1,4% em agosto, após queda não revisada de 0,4% em julho. Esse recorte é considerado um termômetro mais fiel da demanda interna.

O mercado de trabalho também está recuperando o equilíbrio após oscilações durante grande parte do verão. A combinação de vendas aquecidas, preços elevados e emprego mais estável reforça a aposta de aperto monetário pelo Fed.

Leia também

Publicidade