Valdemar descarta Daniella Marques como vice de Flávio e cita Tereza Cristina
Valdemar Costa Neto descarta Daniella Marques como vice de Flávio Bolsonaro por falta de votos e cita Tereza Cristina como nome ideal. Decisão final, porém, cabe a Jair Bolsonaro, que teve visitas político-eleitorais suspensas por Alexandre de Moraes.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta sexta-feira, 17, que a economista Daniella Marques "não tem voto" para ser vice na chapa do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. Em entrevista ao jornal O Globo, Valdemar descartou Daniella Marques como vice de Flávio e citou Tereza Cristina como nome ideal, mas a decisão final, segundo ele, cabe ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que teve visitas com finalidade político-eleitoral suspensas por Alexandre de Moraes.
"Ela tem muito prestígio junto aos empresários e ela é muito competente. Agora, na minha opinião tem que ser alguém que tenha voto. O Bolsonaro vai decidir. Ele e o Flávio", disse Valdemar.
A decisão de Moraes e o impacto na escolha da vice
Após a fala de Valdemar, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a suspensão do direito de visita de Jair Bolsonaro por 30 dias e a proibição, em virtude de Bolsonaro estar com direitos políticos suspensos, de "visitas com finalidade político-eleitoral até o termino das eleições de 2026".
A decisão inclui a "divulgação de manifestos políticos-eleitorais, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado". Na prática, ao menos formalmente, a decisão impediria Bolsonaro de decidir sobre a vice de Flávio junto com ele.
Tereza Cristina como nome ideal, mas com resistências
Valdemar defendeu a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como nome ideal e disse que a definição da vice pode ficar em aberto na convenção do partido em 25 de julho. "A candidata ideal seria a Tereza Cristina. Ela tem carisma e isso é muito importante em uma eleição presidencial, isso puxa voto", disse Valdemar.
Apesar do aceno de Valdemar, a federação União Brasil-PP, à qual Tereza Cristina é filiada, tem sinalizado que não deve apoiar a pré-candidatura de Flávio. O mesmo cenário ocorre no Republicanos, partido de Daniella Marques. Tereza Cristina tem sinalizado que não aceitaria a função.
Daniella Marques e o cenário feminino na chapa
Nesta quinta-feira, 16, Daniella Marques esteve ao lado de Flávio durante lançamento do pacote "Brasil Por Elas", que prevê medidas voltado ao público feminino. Na ocasião, o senador defendeu a possibilidade de ter uma mulher como vice e citou não só Daniella Marques como também as deputadas federais Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE).
Daniella Marques foi presidente da Caixa Econômica Federal na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Hoje é cofundadora do Grupo Pra Elas, plataforma de capacitação voltada à autonomia financeira feminina, e é a responsável por pensar as propostas econômicas para mulheres na pré-campanha de Flávio Bolsonaro.
Prazo para definição e próximos passos
Segundo Valdemar, a Executiva Nacional do PL terá até 5 de agosto para fechar o nome da vice. Interlocutores também afirmam que a nova rotina fortalece o papel de Michelle em um momento de tensão entre madrasta e enteado. O senador é investigado por suposta falsa imputação de crimes ao presidente.
Perguntas Frequentes
Por que Valdemar descartou Daniella Marques como vice?
Valdemar afirmou que Daniella Marques "não tem voto" para ser vice, apesar de reconhecer sua competência e prestígio junto aos empresários.
Quem Valdemar defende como vice de Flávio?
Ele defende a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como nome ideal, citando carisma e capacidade de "puxar voto".
Qual foi a decisão de Alexandre de Moraes sobre Bolsonaro?
Moraes suspendeu o direito de visita de Jair Bolsonaro por 30 dias e proibiu visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026.
Quando o nome da vice será definido?
A Executiva Nacional do PL terá até 5 de agosto para fechar o nome da vice.
Tereza Cristina aceitaria ser vice?
Ela tem sinalizado que não aceitaria a função, e a federação União Brasil-PP indica que não apoiará a pré-candidatura de Flávio.