# Flávio fala em 'tesouraço', mas não quantifica ajuste fiscal

> Flávio Bolsonaro (PL) declarou nesta sexta-feira (28) que realizará um ajuste fiscal se eleito, mas não quantificou o tamanho do esforço em reais ou pontos do PIB. A afirmação ocorreu durante sabatina na TV Globo, sem apresentar meta numérica para o corte de gastos. A proposta permanece genérica, sem detalhamento de prazos ou instrumentos.

*Global Forum · Economia · 30 de agosto de 2026 · Marcelo Iorio*

Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta (28) que fará ajuste fiscal se eleito, sem detalhar tamanho do esforço nem meta em reais ou pontos do PIB. Sabatina na TV Globo.

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (28), durante sabatina da TV Globo, que pretende fazer um ajuste fiscal caso eleito, mas não detalhou o tamanho do esforço necessário para estabilizar a dívida pública, nem apresentou meta em reais ou pontos do PIB.

Pressionado a explicar como colocaria as contas públicas em ordem, Flávio respondeu com lista de medidas: redução de ministérios, corte de cargos comissionados, revisão de normas e combate à corrupção. Não quantificou o impacto dessas iniciativas.

"Eu vou fazer um governo enxuto, eu vou reduzir a quantidade de ministérios, eu vou cortar a burocracia, eu vou fazer tesouraço nos impostos", afirmou. Disse ainda que pretende revogar mais de mil atos normativos no início do governo, nos casos em que isso puder ser feito por decreto.

Questionado sobre o patamar para o qual levaria a dívida, Flávio voltou a citar cortes na máquina pública. "Eu vou cortar ministérios, eu vou fazer um tesouraço inclusive nos cargos comissionados", disse. Na sequência, afirmou que também pretende reforçar mecanismos de combate à corrupção.

O candidato relacionou o desequilíbrio fiscal ao nível elevado dos juros e tentou aproximar o tema da situação financeira das famílias, responsabilizando o atual governo do presidente Lula (PT). Segundo ele, o aumento da dívida e dos gastos públicos pressiona a Selic e encarece financiamentos e dívidas particulares. "Quanto sobe a taxa de juro, a taxa de juro do seu financiamento, do seu endividamento cresce junto", afirmou.

Flávio também disse que não fará o ajuste sobre o salário mínimo ou os benefícios previdenciários. "Não farei economia com quem ganha salário mínimo, não farei economia com aposentados", declarou. Segundo ele, os recursos viriam de cortes na burocracia, combate a fraudes e redução de despesas do governo.

Na sabatina, o candidato ainda afirmou que melhora da confiança após eventual vitória seria suficiente para contribuir com a queda dos juros. "Só com o anúncio da eleição de Flávio Bolsonaro como presidente da República [...] a taxa de juros já vai cair na reunião seguinte do Copom", disse.

Apesar das cobranças, Flávio não respondeu qual seria, em números, o ajuste fiscal pretendido nem em quanto tempo espera estabilizar a dívida pública.

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