# TSE divulga histórico da fabricação das urnas eletrônicas desde 1996

> O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou levantamento inédito sobre a fabricação das urnas eletrônicas desde 1996. Quatro empresas produziram 1.487.115 equipamentos em 14 modelos. A Positivo Tecnologia fabrica os modelos mais recentes, UE2020 e UE2022.

*Global Forum · Economia · 29 de julho de 2026 · Tânia Lustosa*

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou um levantamento inédito sobre a fabricação das urnas eletrônicas. Desde 1996, quatro empresas produziram 1.487.115 equipamentos, distribuídos em 14 modelos. A Positivo Tecnologia fabrica os modelos mais recentes, UE2020 e UE2022.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou um levantamento que detalha a fabricação das urnas eletrônicas desde a adoção do voto eletrônico, em 1996. Foram produzidos 1.487.115 equipamentos, distribuídos em 14 modelos diferentes, sempre a partir de um projeto desenvolvido pela própria Justiça Eleitoral e executado por empresas vencedoras de licitação. O funcionamento das urnas voltou ao centro do debate político neste ano depois que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, citou dados falsos sobre os equipamentos durante uma reunião com embaixadores estrangeiros na semana passada. As declarações motivaram uma representação apresentada ao TSE pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), que acusa o parlamentar de divulgar desinformação sobre o sistema eleitoral.

O TSE divulga histórico da fabricação das urnas eletrônicas desde 1996. Quatro empresas foram responsáveis pela produção dos equipamentos ao longo dos últimos 30 anos. A Positivo Tecnologia fabrica os modelos mais recentes, UE2020 e UE2022. Antes dela, a Diebold/Diebold Procomp produziu oito gerações de urnas, entre os modelos de 2004 e 2015. Já a Unisys Brasil foi responsável pela primeira urna eletrônica utilizada no país, em 1996, além do modelo de 2002. A Procomp Indústria Eletrônica fabricou os equipamentos lançados em 1998 e 2000.

## Como funciona a fabricação das urnas eletrônicas

De acordo com o TSE, o equipamento não é adquirido como um produto pronto disponível no mercado. O projeto pertence integralmente à Justiça Eleitoral, que estabelece todas as especificações técnicas e de segurança a serem seguidas pelas fabricantes. A troca de fabricantes ao longo dos anos ocorre por meio de processos licitatórios. A empresa vencedora passa a produzir um equipamento concebido previamente pelo TSE, seguindo um edital que reúne mais de 500 páginas de requisitos técnicos e de segurança. Após a aprovação do protótipo, toda a etapa de fabricação e testes é acompanhada por servidores e técnicos da Justiça Eleitoral.

## A ofensiva contra o sistema eleitoral e a resposta do TSE

Na semana passada, diante de uma plateia de diplomatas, Flávio Bolsonaro mencionou dados inverídicos sobre a atuação da empresa venezuelana Smartmatic no Brasil. A Smartmatic, entretanto, não fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras. Há quase uma década, em 2017, quando a informação falsa começou a viralizar nas redes pela primeira vez, o TSE publicou uma nota a desmentindo. "As urnas eletrônicas brasileiras foram projetadas por técnicos a serviço da Justiça Eleitoral e são produzidas, sob a sua direta coordenação, por empresas selecionadas por meio de processos licitatórios públicos e de ampla concorrência", dizia a nota do TSE.

## Os 14 modelos de urnas e suas fabricantes

Desde 1996, as urnas eletrônicas passaram por sucessivas atualizações de hardware e software, mantendo, segundo o TSE, a arquitetura de segurança desenvolvida no Brasil e de propriedade exclusiva da Justiça Eleitoral. Os 14 modelos diferentes foram produzidos por quatro empresas:

- Unisys Brasil: primeira urna eletrônica (1996) e modelo de 2002
- Procomp Indústria Eletrônica: modelos de 1998 e 2000
- Diebold/Diebold Procomp: oito gerações de urnas, entre 2004 e 2015
- Positivo Tecnologia: modelos UE2020 e UE2022 (atuais)

## O que muda com a divulgação do histórico

O levantamento do TSE busca esclarecer o processo de fabricação das urnas, reforçando que o projeto é de propriedade exclusiva da Justiça Eleitoral e que as empresas são contratadas via licitação pública. A divulgação ocorre em meio a uma ofensiva contra o sistema eleitoral, com a circulação de informações falsas sobre a participação de empresas estrangeiras. O TSE reitera que a Smartmatic não fornece urnas para o Brasil e que todas as especificações técnicas são definidas internamente.

## Perguntas Frequentes

### Quantas urnas eletrônicas foram fabricadas desde 1996?

Foram produzidos 1.487.115 equipamentos, distribuídos em 14 modelos diferentes.

### Quais empresas fabricaram as urnas eletrônicas?

Quatro empresas: Unisys Brasil, Procomp Indústria Eletrônica, Diebold/Diebold Procomp e Positivo Tecnologia.

### Quem fabrica as urnas atualmente?

A Positivo Tecnologia fabrica os modelos mais recentes, UE2020 e UE2022.

### A Smartmatic fornece urnas para as eleições brasileiras?

Não. A empresa venezuelana não fornece urnas eletrônicas para o Brasil. O TSE já desmentiu essa informação falsa desde 2017.

### Como funciona o processo de licitação das urnas?

A empresa vencedora da licitação produz um equipamento concebido previamente pelo TSE, seguindo um edital com mais de 500 páginas de requisitos técnicos e de segurança.

### O projeto das urnas pertence a quem?

O projeto pertence integralmente à Justiça Eleitoral, que estabelece todas as especificações técnicas e de segurança.

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Fonte (canonical): https://globalforum.com.br/economia/tse-divulga-historico-fabricacao-urnas-apos-ofensiva-contra-sistema-eleitoral/
