# TRF-4 pune Eduardo Appio e determina perda de cargo

> O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) determinou a perda do cargo do juiz Eduardo Appio, em decisão da Corte Especial Administrativa, após processo disciplinar relacionado a suposto furto de champanhe. A punição, aplicada em caráter administrativo, será submetida à revisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A medida representa sanção máxima prevista na legislação para magistrados.

*Global Forum · Economia · 28 de agosto de 2026 · Marcelo Iorio*

A Corte Especial Administrativa do TRF-4 decidiu pela perda do cargo do juiz Eduardo Appio, após processo disciplinar sobre suposto furto de champanhe. Decisão será revisada pelo CNJ.

A Corte Especial Administrativa do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) decidiu, na quinta-feira (27), pela perda do cargo do juiz Eduardo Appio, que atuou em processos da Operação Lava Jato. A decisão foi tomada no âmbito de um processo disciplinar que apurou o furto de duas garrafas de champanhe francês Moët & Chandon, avaliadas em cerca de R$ 400 cada, de um supermercado em Blumenau (SC).

Por 14 votos a 2, os desembargadores determinaram a disponibilidade de Appio até sua eventual remoção para outro cargo, sem o recebimento de remuneração durante esse período. Appio estava afastado das funções havia oito meses, desde o episódio ocorrido em outubro de 2025. A decisão ainda será encaminhada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que fará a revisão e a validação da punição aplicada ao magistrado.

Em nota enviada ao portal g1, o magistrado afirmou que considera a decisão "injusta e desproporcional" e disse ter confiança na reversão da punição. No ano passado, ele já havia classificado o episódio como um "mal-entendido", afirmando que sempre pagou pelas mercadorias e que buscaria reparação judicial pelos danos sofridos.

A punição imposta pelo TRF-4 não é definitiva. O envio ao CNJ abre uma nova etapa de análise, na qual o conselho pode validar, ajustar ou até reverter a medida. Para Appio, a expectativa é de que a revisão reconheça o que ele chama de "mal-entendido" e reverta a decisão. O caso segue gerando repercussão no meio jurídico, especialmente por envolver um magistrado ligado à Lava Jato.

Enquanto isso, o juiz permanece em disponibilidade, sem remuneração, aguardando os próximos desdobramentos no CNJ. A decisão do TRF-4 reforça a importância de processos disciplinares rigorosos, mas também levanta discussões sobre a proporcionalidade das punições no Judiciário.

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