# Tim acelera agenda de aquisições no Brasil em meio à mudança de controle na Itália

> A TIM Brasil mantém agenda de aquisições no Brasil, focada em banda larga e serviços corporativos, apesar da disputa pelo controle da TIM na Itália. A operadora brasileira realizou aquisições recentes, como a V8.Tech por R$ 70 milhões, para ampliar a presença no mercado.

*Global Forum · Economia · 21 de julho de 2026 · Marcelo Iorio*

Em meio à disputa pelo controle da Tim na Itália, a operação brasileira segue sua própria agenda de crescimento. A Tim Brasil continua avaliando aquisições para ampliar sua presença em banda larga e serviços corporativos, com aquisições recentes como a V8.Tech por R$ 70 milhões e

## Tim acelera agenda de aquisições no Brasil em meio à mudança de controle na Itália

Em meio à disputa pelo controle da Tim na Itália, a operação brasileira segue sua própria agenda de crescimento. Enquanto a Poste Italiane, estatal postal do país, dá início ao processo para assumir o controle total do grupo, a Tim Brasil continua avaliando aquisições para ampliar sua presença em banda larga e serviços corporativos. "Estamos ativos em M&A, olhando oportunidades em rede móvel, banda larga e B2B, áreas onde vemos maior potencial de crescimento e onde aquisições podem acelerar nossa estratégia", diz Alberto Griselli, CEO da Tim no Brasil. "O momento macroeconômico é propício, e como temos um balanço saudável, conseguimos aproveitar".

## A agenda de aquisições da Tim Brasil

A agenda recente de aquisições da Tim Brasil teve duas frentes. Em janeiro, a companhia concluiu a compra da V8.Tech, uma boutique especializada em serviços digitais e inteligência artificial, por cerca de R$ 70 milhões. Segundo Griselli, a aquisição acelerou a entrada da companhia em competências já consolidadas em inteligência artificial e transformação digital para o mercado corporativo.

Em fevereiro, a Tim recomprou a participação da IHS Brasil na I-Systems, sua empresa de rede neutra, quase cinco anos depois de ter vendido o controle do negócio. A operação foi avaliada em cerca de R$ 1 bilhão.

### O que esperar para os próximos meses

Apesar do apetite no mercado, novas operações dificilmente devem ser anunciadas neste ano. "Qualquer nova movimentação provavelmente ficará para 2027, porque processos de M&A são demorados. As aquisições que concluímos neste ano começaram a ser trabalhadas em 2025. Como já estamos entrando no segundo semestre, qualquer novidade deve aparecer mais para o primeiro semestre de 2027", diz Griselli.

## A mudança de controle na Itália

A Poste Italiane já é a maior acionista individual da operadora, com cerca de 20% do capital ordinário, e pertence ao Tesouro italiano e à Cassa Depositi e Prestiti, o banco estatal. Na prática, se o negócio for concluído, a operadora voltará à esfera estatal quase 30 anos depois de ter sido privatizada, mas não se trata, exatamente, de uma operação de reestatização. Trata-se de uma operação de mercado.

A oferta pública de aquisição (OPA) e troca de ações foi aprovada por unanimidade pelo Conselho de Administração da Tim no sábado, 18, e liberada pela Consob, a comissão de valores mobiliários italiana. O período de adesão dos acionistas vai até 11 de setembro.

A estatal condicionou a efetivação da compra à adesão mínima de 66,67% das ações, mas o objetivo declarado é chegar à totalidade dos papéis e fechar o capital da Tim na Bolsa de Milão.

O negócio não é novo. Quando foi lançada, em março, a proposta da Poste Italiane era estimada em 10,8 bilhões de euros. Com a valorização das ações da própria estatal, usadas como parte do pagamento, a operação passou a ser avaliada em mais de 13 bilhões de euros.

## Os números da Tim Brasil e da Tim Itália

A diferença de momento entre as operações aparece também nos resultados financeiros. No Brasil, a Tim registrou receita líquida de R$ 6,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 6,5% na comparação anual. O Ebitda foi de R$ 3,3 bilhões, crescimento de 6,6%, enquanto o lucro líquido avançou 1,3%, para R$ 821 milhões. O resultado foi puxado pelo crescimento da base de clientes do pós-pago e pela expansão das receitas com serviços a empresas e banda larga, segmentos que também concentram a estratégia de investimentos e aquisições da companhia.

Na Itália, a operadora encerrou o primeiro trimestre de 2026 com receita de € 3,3 bilhões, alta de 1,4% na comparação anual. A operação italiana foi afetada pela redução das receitas com operadoras móveis virtuais (MVNOs), efeito que a companhia já havia antecipado ao mercado.

O resultado, ainda que esperado, apertou o caixa. O prejuízo líquido passou de € 124 milhões para € 292 milhões, pressionado por despesas extraordinárias com um programa de redução de pessoal e provisões.

## Perguntas Frequentes

### O que a Tim Brasil está comprando?

A Tim Brasil concluiu a compra da V8.Tech por R$ 70 milhões e recomprou a participação da IHS Brasil na I-Systems por R$ 1 bilhão.

### Quando novas aquisições devem ser anunciadas?

Segundo o CEO Alberto Griselli, novas movimentações devem ficar para o primeiro semestre de 2027.

### Quem é a Poste Italiane?

A Poste Italiane é a estatal postal da Itália, maior acionista individual da Tim, com cerca de 20% do capital ordinário.

### Qual o valor da oferta da Poste Italiane pela Tim?

A proposta inicial era de 10,8 bilhões de euros, mas com a valorização das ações da estatal, a operação passou a ser avaliada em mais de 13 bilhões de euros.

### Como estão os resultados financeiros da Tim Brasil?

No primeiro trimestre de 2026, a receita líquida foi de R$ 6,8 bilhões, o Ebitda de R$ 3,3 bilhões e o lucro líquido de R$ 821 milhões.

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Fonte (canonical): https://globalforum.com.br/economia/tim-acelera-agenda-aquisicoes-brasil-meio-mudanca-controle-italia/
