Economia

Taxas dos DIs caem com especulação eleitoral

ResumoTaxas dos DIs recuaram nesta quinta-feira com o mercado especulando sobre a disputa presidencial. O DI para janeiro de 2028 caiu a 13,555%, enquanto o dólar cedia e o Ibovespa renovava máximas. O movimento reverteu altas anteriores dos juros futuros, refletindo apostas dos investidores nos cenários eleitorais.

Taxas dos DIs reverteram altas e passaram a cair nesta quinta-feira, com o mercado especulando sobre a disputa presidencial. O DI para janeiro de 2028 recuou a 13,555%, enquanto o dólar cedia e o Ibovespa renovava máximas.

Marcelo Iorio
Marcelo Iorio Consultor de planejamento empresarial · 10 de setembro de 2026
Taxas dos DIs caem com especulação eleitoral

As taxas dos DIs reverteram as altas vistas mais cedo e passaram a cair nesta quinta-feira, em São Paulo, com os agentes especulando em torno da disputa presidencial no Brasil. O movimento contrariou o exterior, onde os rendimentos dos Treasuries e o petróleo seguiam em alta.

Às 12h21, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,555%, em baixa de 8 pontos-base ante o ajuste de 13,63% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, o DI para janeiro de 2035 recuou a 14,08%, queda de 13 pontos-base ante 14,213%.

A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg estava programada para esta quinta-feira. Profissionais ouvidos pela Reuters afirmaram que a especulação no mercado é de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecerá bem posicionado na disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Planalto. No mercado de predição Polymarket, sediado nos Estados Unidos, Flávio passou a superar Lula, com 52% das apostas de vitória, contra 45% do petista.

Lula ainda é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição como um empeciho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Notícias favoráveis a Flávio têm favorecido a queda do dólar e das taxas dos DIs. No fim da manhã, houve melhora generalizada dos ativos brasileiros, com o dólar passando a ceder e o Ibovespa renovando máximas, acima dos 188 mil pontos.

Além da disputa eleitoral, a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) segue no foco dos investidores. Na véspera, o presidente da corte, ministro Edson Fachin, cassou decisões liminares concedidas anteriormente pelos colegas André Mendonça e Flávio Dino que discutiam a permanência ou não no cargo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Além disso, retirou o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news.

O movimento dos ativos no Brasil contrasta com o exterior. Às 12h24, o rendimento do Treasury de dez anos subia 8 pontos-base, a 4,918%. O petróleo Brent tinha alta de 4,23%, aos US$105,49 o barril, com a guerra entre EUA e Irã reavivando preocupações com a inflação. O Banco Central Europeu elevou suas taxas de juros nesta quinta-feira pela segunda vez no ano.

No Brasil, o IBGE informou que o volume de serviços ficou estável em julho ante o mês anterior e subiu 0,9% ante julho de 2025, abaixo das expectativas de economistas ouvidos pela Reuters, de altas de 0,2% na comparação mensal e de 1,1% na base anual.

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