Tarifaço atinge mais SP e SC; governo buscará novos destinos para produtos
O tarifaço de 25% imposto pelos EUA atinge 2.375 produtos brasileiros, com São Paulo e Santa Catarina concentrando 52% do impacto. Governo Lula anuncia plano de R$ 130 milhões para diversificar mercados.
Tarifaço atinge mais SP e SC; governo buscará novos destinos para produtos
Um dia após o anúncio do tarifaço de 25% pelos Estados Unidos sobre exportações brasileiras, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) mostrou que a medida atinge 2.375 produtos, 19,2% da pauta exportadora para o país, ou US$ 7,235 bilhões anuais. São Paulo e Santa Catarina concentram 52% do impacto, com US$ 3 bilhões saindo do estado paulista e 68% das exportações catarinenses taxadas. O governo Lula, por meio da Apex, lançará um plano de diversificação de mercados de R$ 130 milhões para encontrar novos destinos.
Quais produtos brasileiros são mais afetados pelo tarifaço?
O tarifaço de 25% atinge 2.375 produtos, somando US$ 7,235 bilhões. Além disso, outros 441 produtos, representando US$ 7,629 bilhões, ou 20,2% das vendas aos EUA, estão taxados por outra regra, incluindo veículos, aço e alumínio, que recebem a mesma tarifa aplicada a outros países. Os 63,5% restantes da pauta devem ficar isentos da alíquota adicional.
Itens de São Paulo na mira
Em São Paulo, os principais itens exportados atingidos são etanol, veículos, plásticos, máquinas e instrumentos mecânicos, borracha e derivados, gorduras e óleos animais ou vegetais, e instrumentos e aparelhos médicos. Do total de US$ 7,2 bilhões, US$ 3 bilhões são do estado, o mais afetado.
Impacto em Santa Catarina
Em Santa Catarina, a medida afeta 68% do volume exportado. Os produtos mais atingidos incluem madeira e carvão vegetal, móveis, além de máquinas e instrumentos mecânicos. Juntos, os dois estados respondem por 52% do tarifaço.
Quais produtos ficam isentos do tarifaço?
Ficaram de fora 699 produtos, representando 60,5% da pauta de exportação aos EUA e US$ 22,817 bilhões. A lista inclui ferro fundido, peixes e lagostas, couros, madeira tropicais perfilada, suco de laranja, carne bovina, café e equipamentos aeronáuticos.
Como o governo brasileiro reage ao tarifaço?
O vice-presidente Geraldo Alckmin, em entrevista à GloboNews, afirmou que o governo vai insistir em negociações para reduzir a tarifa de 25%, classificada por ele como "injusta e descabida" porque a balança comercial com os EUA é deficitária, o Brasil compra mais do que vende. A Apex anunciou um plano de diversificação de mercados de R$ 130 milhões, estratégia já adotada quando os EUA impuseram tarifaço de 50% há pouco mais de um ano.
Novos destinos para produtos brasileiros
A busca de novos mercados será focada na Europa, pelo acordo Mercosul, e na Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), que inclui Indonésia e Vietnã. Também estão no radar países da Ásia Central, como Uzbequistão e Cazaquistão.
"Continua o diálogo, continuam as negociações e nós vamos trabalhar para reduzir essa tarifa porque entendemos que ela é injusta e ela é descabida. Vamos trabalhar firmemente por isso e buscar novos mercados", afirmou Alckmin.
Perguntas Frequentes
O tarifaço de 25% afeta todos os produtos brasileiros?
Não. Dos produtos exportados aos EUA, 63,5% ficam isentos da alíquota adicional. O tarifaço atinge 2.375 produtos, 19,2% da pauta, além de 441 produtos taxados por outra regra.
Quanto o Brasil perde com o tarifaço?
O tarifaço de 25% atinge US$ 7,235 bilhões em exportações anuais. Outros US$ 7,629 bilhões são afetados por regras adicionais, totalizando US$ 14,864 bilhões sob taxação.
O que o governo brasileiro fará para mitigar o impacto?
A Apex lançará plano de R$ 130 milhões para diversificar mercados, focando Europa (via Mercosul), Sudeste Asiático (Asean) e Ásia Central. O governo também negocia redução da tarifa.
Quais estados brasileiros são mais afetados?
São Paulo, com US$ 3 bilhões em exportações atingidas, e Santa Catarina, onde 68% do volume exportado é taxado. Juntos, concentram 52% do impacto total.