# Tarifaço de 25% dos EUA sobre o Brasil: o que muda para o consumidor

> O tarifaço de 25% dos EUA sobre o Brasil, em vigor desde 22 de janeiro, atinge cerca de 20% das exportações brasileiras ao mercado americano. O impacto estimado varia entre US$ 7,2 bilhões e US$ 11 bilhões, segundo Apex-Brasil e Amc. Para o consumidor brasileiro, a medida pode elevar preços de insumos e produtos importados dos EUA.

*Global Forum · Economia · 22 de julho de 2026 · Helena Drumond*

Começou a vigorar nesta quarta-feira (22) a tarifa adicional de 25% aplicada pelo governo Trump sobre produtos brasileiros. O tarifaço atinge cerca de 20% das exportações do Brasil para os EUA, com impacto estimado entre US$ 7,2 bilhões e US$ 11 bilhões, segundo Apex-Brasil e Amc

Começou a vigorar nesta quarta-feira (22) a tarifa adicional de 25% aplicada pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros. O tarifaço atinge cerca de 20% das exportações do Brasil para os Estados Unidos, com impacto estimado entre US$ 7,2 bilhões e US$ 11 bilhões, segundo cálculos da Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil).

**A tarifa adicional de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros começou a valer em 22 de julho, afetando cerca de 20% das exportações do Brasil para os EUA. O impacto estimado varia entre US$ 7,2 bilhões e US$ 11 bilhões, segundo Apex-Brasil e Amcham. Os setores mais atingidos são eletroeletrônicos, máquinas, autopeças e calçados, com 2,3 mil produtos taxados. O governo brasileiro rejeita as justificativas e prepara medidas de apoio.**

## Quais produtos brasileiros são mais afetados pelo tarifaço?

Entre os 2,3 mil produtos afetados, a maioria integra os setores de eletroeletrônicos, máquinas e equipamentos, autopeças e calçados. Praticamente 700 produtos estão isentos da tarifa, número superior aos 615 previstos durante as negociações.

Segundo o governo, o mercado estadunidense é o principal destino das exportações brasileiras de eletroeletrônicos. O país responde por cerca de um quarto das vendas externas do setor de máquinas e equipamentos.

## Por que São Paulo e Santa Catarina concentram o impacto?

Os estados de São Paulo (SP) e Santa Catarina (SC) concentram 52% do impacto do tarifaço dos EUA. O estado economicamente mais forte do país concentra, sozinho, 41,6% do total do valor das exportações afetadas. Santa Catarina, porém, tem situação mais crítica, com 68% das exportações aos EUA atingidas pela medida da Casa Branca, segundo dados da Apex-Brasil.

## O que os EUA alegam para justificar a taxação?

O tarifaço adotado pelo governo Trump baseou-se em um processo conduzido pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), que alega que o Brasil detém práticas "desleais" no comércio com os norte-americanos. Os estadunidenses elencaram seis temas para decidir sobre a taxação.

O governo brasileiro rejeita as justificativas usadas para a taxação e argumenta que elas têm motivação política e não condizem com a realidade. Segundo o ministro das relações exteriores, Mauro Vieira, os negociadores dos EUA pediam a abertura total de mercados sem contrapartida.

## Como o governo brasileiro responde ao tarifaço?

Em resposta ao tarifaço, o governo brasileiro anunciou que retomará o programa de apoio aos setores afetados com linha de crédito para capital de giro, investimentos e com apoio para escoamento de produtos a outros clientes e países. Avalia também flexibilizar temporariamente regras do regime de isenção, suspensão ou restituição de tributos para insumos usados na produção de mercadorias para exportação.

Já a Apex-Brasil prevê a divulgação, em agosto, de um plano de R$ 130 milhões para diversificar as exportações do Brasil, principalmente, para União Europeia, países que integram a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), como Indonésia, Malásia, Tailândia, Vietnã, além de nações da Ásia Central, como Cazaquistão e Uzbequistão.

## O que o consumidor brasileiro pode esperar?

Na prática, o tarifaço não afeta diretamente o preço de produtos no mercado interno brasileiro, já que incide sobre exportações para os EUA. No entanto, setores como eletroeletrônicos e autopeças, que dependem do mercado americano, podem sentir o impacto na receita e, eventualmente, repassar custos ou reduzir investimentos. A longo prazo, a diversificação de mercados promovida pela Apex-Brasil pode abrir novas oportunidades para a indústria nacional.

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## Perguntas Frequentes

### Quando começou a valer a tarifa de 25% dos EUA sobre o Brasil?

A tarifa adicional de 25% começou a vigorar nesta quarta-feira (22), conforme anunciado pelo governo de Donald Trump.

### Quantos produtos brasileiros são afetados pelo tarifaço?

Cerca de 2,3 mil produtos são afetados, principalmente dos setores de eletroeletrônicos, máquinas e equipamentos, autopeças e calçados. Aproximadamente 700 produtos estão isentos.

### Qual o valor estimado das exportações afetadas?

A estimativa varia entre US$ 7,2 bilhões e US$ 11 bilhões, segundo cálculos da Apex-Brasil e da Amcham Brasil.

### Quais estados brasileiros são mais impactados?

São Paulo (SP) e Santa Catarina (SC) concentram 52% do impacto. Santa Catarina é mais crítica, com 68% das exportações aos EUA atingidas.

### O governo brasileiro aceitou as justificativas dos EUA?

Não. O governo brasileiro rejeita as justificativas, afirmando que elas têm motivação política e não condizem com a realidade.

### O que o Brasil fará para mitigar os efeitos do tarifaço?

O governo retomará programa de apoio com linha de crédito e avaliará flexibilização tributária. A Apex-Brasil prevê um plano de R$ 130 milhões para diversificar exportações para União Europeia, Asean e Ásia Central.

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Fonte (canonical): https://globalforum.com.br/economia/tarifaco-25-eua-sobre-brasil-comeca-valer-saiba-mais/
