Economia

Starbucks retoma expansão no Brasil após crise com antiga operadora

ResumoA Starbucks retomou a expansão no Brasil após encerrar a parceria com a SouthRock, operadora que enfrentou recuperação judicial. A rede planeja abrir novas lojas para reconquistar o mercado nacional, conforme revelou o jornal O Globo. A estratégia busca reverter a crise e ampliar a presença da marca no país.

A Starbucks anunciou a retomada de sua expansão no Brasil após encerrar a parceria com a SouthRock, que enfrentou recuperação judicial. O jornal O Globo revela os planos da rede para abrir novas lojas e reconquistar o mercado nacional.

Marcelo Iorio
Marcelo Iorio Consultor de planejamento empresarial · 06 de julho de 2026
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Starbucks retoma expansão no Brasil após crise com antiga operadora, diz jornal

A Starbucks está de volta aos planos de crescimento no Brasil. Depois de um período turbulento com a SouthRock, operadora que entrou em recuperação judicial, a rede americana prepara uma nova fase de expansão no país. Segundo o jornal O Globo, a empresa avalia abrir dezenas de novas lojas nos próximos anos, com investimento estimado em R$ 500 milhões.

A retomada ocorre após a Starbucks assumir o controle direto de suas operações no Brasil, encerrando o contrato com a SouthRock, que administrava as lojas desde 2018. A SouthRock entrou com pedido de recuperação judicial em 2023, citando dívidas de R$ 1,8 bilhão. A Starbucks, então, decidiu não renovar a licença e passou a gerenciar as unidades remanescentes por conta própria.

O que mudou na operação da Starbucks no Brasil

A Starbucks agora opera no Brasil por meio de uma subsidiária integral, a Starbucks Brasil Comércio de Cafés Ltda. A empresa registrou um aumento de 12% no faturamento das lojas próprias no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025 (O Globo, 15 jun 2026). Esse desempenho animou a matriz a retomar os investimentos.

A nova estratégia prevê:

  • Abertura de 40 novas lojas até 2028, sendo 20 próprias e 20 franquias
  • Foco em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília
  • Investimento de R$ 500 milhões em reformas e novas unidades
  • Parceria com a rede de shoppings Multiplan para garantir pontos estratégicos

O papel da SouthRock na crise

A SouthRock, que também operava as marcas Subway e Eataly no Brasil, enfrentou dificuldades financeiras após a pandemia. A empresa acumulava dívidas com fornecedores, aluguéis e impostos. O pedido de recuperação judicial foi aceito pela 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo em março de 2024 (O Globo, 20 mar 2024).

A Starbucks, como licenciadora, não era responsável pelas dívidas da SouthRock, mas a crise afetou a imagem da marca no Brasil. Algumas lojas fecharam, e a qualidade do atendimento caiu em unidades que continuaram operando.

Desafios para a retomada da Starbucks no Brasil

A expansão da Starbucks enfrenta obstáculos. O mercado de café no Brasil é dominado por cafeterias locais e redes como a Coffee++ (do grupo 3G Capital) e a The Coffee. Além disso, o preço do café arábica subiu 35% em 2025, pressionando as margens (IBGE, IPCA, mai/2026).

Outro ponto é a concorrência com o café especial brasileiro. Marcas como Orfeu e 3 Corações oferecem produtos de alta qualidade a preços mais baixos. A Starbucks terá que justificar o preço médio de R$ 18 por um café latte em um país onde o café expresso custa R$ 6 em padarias.

O que esperar das novas lojas

As novas unidades devem seguir o padrão internacional da Starbucks, com menu digital, pagamento por aproximação e programa de fidelidade. A empresa também planeja testar o formato "Starbucks Reserve" em São Paulo, voltado para cafés especiais e experiência premium.

Para o empresário que acompanha o mercado, a lição é clara: a Starbucks está disposta a queimar caixa para reconquistar o consumidor brasileiro. Mas o sucesso dependerá da capacidade de adaptar o produto ao paladar local e ao bolso do cliente.

Impacto no mercado de franquias

A retomada da Starbucks pode aquecer o mercado de franquias de café no Brasil. Atualmente, o setor de alimentação fora do lar responde por 35% do faturamento total de franquias, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF, 2025).

A Starbucks pretende oferecer franquias para investidores com experiência em operação de restaurantes. O investimento inicial estimado é de R$ 1,5 milhão por unidade, com prazo de retorno de 3 a 4 anos.

Cuidados para o franqueado

Antes de investir, o empresário deve avaliar:

  • A localização da loja (fluxo de pessoas, renda da região)
  • A concorrência local (outras cafeterias, padarias, quiosques)
  • O custo operacional (aluguel, mão de obra, insumos)
  • A margem de contribuição do produto (média de 60% no setor)

Perguntas Frequentes

A Starbucks vai abrir lojas em todas as capitais?

Não. O plano inicial prevê 40 lojas em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Outras capitais serão avaliadas conforme o desempenho.

A SouthRock ainda opera lojas da Starbucks?

Não. A Starbucks encerrou o contrato com a SouthRock e assumiu o controle direto das lojas remanescentes.

Qual o investimento mínimo para abrir uma franquia Starbucks?

O investimento inicial estimado é de R$ 1,5 milhão, incluindo taxa de franquia, obras e equipamentos.

A Starbucks vai baixar os preços no Brasil?

Não há previsão de redução de preços. A empresa foca em experiência e qualidade para justificar o valor.

Quanto tempo leva para abrir uma loja Starbucks?

O prazo médio é de 6 a 9 meses, entre aprovação do ponto, obras e treinamento da equipe.

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