Economia

Serviços ocuparam 15,9 milhões e pagaram média de 2,2 mínimos em 2024

ResumoO setor de serviços não financeiros empregou 15,9 milhões de pessoas em 2024, com remuneração média mensal de 2,2 salários mínimos, conforme dados do IBGE. Alimentação lidera em número de vagas, enquanto transporte dutoviário oferece os maiores salários. A informação reflete a estrutura ocupacional e a disparidade salarial dentro do setor.

O setor de serviços não financeiros empregou 15,9 milhões de pessoas em 2024, com remuneração média de 2,2 salários mínimos mensais, segundo o IBGE. Alimentação lidera em vagas; transporte dutoviário paga melhor.

Marcelo Iorio
Marcelo Iorio Consultor de planejamento empresarial · 27 de agosto de 2026
Serviços ocuparam 15,9 milhões e pagaram média de 2,2 mínimos em 2024

O setor de prestação de serviços não financeiros empregou 15,9 milhões de pessoas em 2024, com remuneração média de 2,2 salários mínimos mensais, segundo a Pesquisa Anual de Serviços divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento abrange áreas como educação, escritórios de advocacia, imobiliárias, restaurantes, tecnologia da informação, transportes e turismo. Bancos ficam de fora.

Há dois anos, o setor contava com 1,9 milhão de empresas ativas, que pagaram R$ 644,2 bilhões em salários e outras remunerações, como férias e comissões. As empresas pesquisadas somaram receita operacional líquida de R$ 3,5 milhões em 2024 e adicionaram R$ 2,1 trilhões ao PIB, que à época era de R$ 11,7 trilhões.

O ramo de alimentação (restaurantes, bares e bufês) é o maior empregador, com 1,9 milhão de pessoas, 11,7% da mão de obra. Em seguida vêm os serviços técnico-profissionais, com 1,8 milhão (11,2%), incluindo consultorias em informática, auditoria e escritórios jurídicos. Na média, cada empresa tem oito funcionários, mas transportes ferroviário (890), dutoviário (467) e aéreo (234) lideram em porte.

O salário médio do setor equivale a 2,2 mínimos (R$ 1.412 em 2024). O transporte dutoviário paga a maior média: 21,1 mínimos, mais de três vezes o segundo colocado, o aquaviário (6,9). O analista do IBGE, Marcelo Miranda, atribui o destaque à "exigência de qualificação técnica muito alta e o risco para os trabalhadores da atividade". Já a alimentação, campeã de vagas, paga 1,4 mínimo; serviços técnico-profissionais, 2,56.

Miranda ressalta que os mais de R$ 2 trilhões que os serviços adicionam ao PIB mostram sua importância: "Os serviços são a principal fonte de valor de PIB para dentro do país. Têm também a sua capacidade de gerar renda, R$ 644 bilhões para as pessoas que estão trabalhando". Devido a mudanças metodológicas, o IBGE interrompeu a série histórica, então comparações com edições anteriores não são possíveis.

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