Economia

Seguros de pessoas crescem 10% e indenizações chegam a R$ 8,9 bi

ResumoO mercado de seguros de pessoas no Brasil registrou crescimento de 10% no primeiro semestre de 2026, com arrecadação de R$ 41,6 bilhões. As indenizações pagas totalizaram R$ 8,9 bilhões, concentradas em coberturas por doenças graves. O desempenho reflete maior procura por proteção financeira contra riscos de saúde e vida.

Brasileiros gastaram R$ 41,6 bilhões com seguros de pessoas no 1º semestre de 2026, alta de 10%. Indenizações somam R$ 8,9 bilhões, com destaque para doenças graves.

Marcelo Iorio
Marcelo Iorio Consultor de planejamento empresarial · 26 de agosto de 2026
Seguros de pessoas crescem 10% e indenizações chegam a R$ 8,9 bi

Os brasileiros destinaram R$ 41,6 bilhões à contratação de seguros de pessoas no primeiro semestre de 2026, valor 10% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. A categoria reúne proteções como seguro de vida, acidentes pessoais, prestamista e cobertura contra doenças graves. Os dados são da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), com base em informações da Superintendência de Seguros Privados (Susep), autarquia federal que fiscaliza o setor.

No recorte por modalidade, o seguro de Vida, individual e coletivo, respondeu por 48% dos prêmios arrecadados no período. O Prestamista representou 30% e o de Acidentes Pessoais, 11%. As maiores altas vieram justamente das proteções ligadas a dívidas e saúde: Prestamista e Doenças Graves cresceram 19,2% na comparação com o primeiro semestre de 2025.

O seguro prestamista quita ou amortiza dívidas em situações previstas na apólice, como morte ou invalidez. Já o seguro contra doenças graves paga indenização quando o segurado recebe diagnóstico de uma das enfermidades cobertas. Apesar do avanço, Edson Franco, presidente da Fenaprevi, avalia que o número de brasileiros protegidos ainda é pequeno. "Como indústria temos urgência em chegar ao cidadão e entender a sua real necessidade, com novas possibilidades de produtos, mais flexíveis e que melhor se adequem ao seu momento de vida, a exemplo do Seguro de Vida Universal", afirma. O produto ainda está em fase de homologação no Brasil.

Enquanto a arrecadação avançou, os pagamentos também cresceram. Os sinistros pagos a segurados e familiares totalizaram R$ 8,9 bilhões no semestre, alta de 7,9% sobre 2025. Desse total, 51% correspondeu aos seguros de Vida, 23% ao Prestamista e 11% a Acidentes Pessoais. As maiores altas nas indenizações vieram em Doenças Graves, com crescimento de 41,5%, e no Vida Individual, com avanço de 19,9%.

Para o pequeno e médio empresário, o movimento indica duas leituras. A primeira: seguradoras estão ampliando produtos ligados a dívidas e saúde, o que pode facilitar a contratação de proteção para sócios e funcionários. A segunda: o custo dessas coberturas tende a acompanhar o aumento dos sinistros. Quem já opera com seguros na empresa deve revisar apólices antes da renovação, comparando prêmios e coberturas. O caixa fala antes do balanço: uma apólice mal dimensionada pode virar despesa fixa sem retorno.

Leia também

Publicidade