Economia

Se Flávio for eleito, Vorcaro não fica na cadeia, diz Haddad

ResumoFernando Haddad afirmou, em sabatina nesta terça-feira (8), que Daniel Vorcaro não permanecerá preso se Flávio Bolsonaro for eleito. O ex-ministro citou R$ 40 bilhões fora do Brasil e a liquidação do Banco Master como fatores ligados ao caso. A declaração ocorre em contexto de disputa eleitoral e envolve repercussões jurídicas e econômicas.

Em sabatina nesta terça-feira (8), Haddad disse que, caso Flávio Bolsonaro seja eleito, Daniel Vorcaro não permanecerá preso. O ex-ministro citou R$ 40 bilhões fora do Brasil e a liquidação do Banco Master.

Helena Drumond
Helena Drumond Analista de criptoativos e fintechs · 08 de setembro de 2026
Se Flávio for eleito, Vorcaro não fica na cadeia, diz Haddad

O ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (8) que, caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente, o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, deixará a cadeia. A declaração foi dada durante sabatina na rádio Nova Brasil FM.

Segundo Haddad, Flávio e Vorcaro vão combinar o que fazer com os R$ 40 bilhões que estão fora do Brasil, em nome de fundos geridos pelos "laranjas do Vorcaro". O ex-ministro afirmou que o Master "virou o que virou" durante a gestão de Roberto Campos Neto, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, à frente do Banco Central, e só foi liquidado no governo do presidente Lula (PT).

Haddad lembrou que o Banco Master financiou as campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em 2022, e não as dele ou de Lula. "Quem liquidou o Banco Master? O governo Lula. Quem prendeu? A Polícia Federal do Lula", disse. "Na hipótese do Flávio Bolsonaro ser eleito, o Vorcaro não fica na cadeia", emendou.

Vorcaro está preso preventivamente no Complexo da Papudinha, em Brasília, desde março deste ano. Ele foi detido pela primeira vez em novembro de 2025, após operação da Polícia Federal que investiga o Banco Master.

Haddad também defendeu Lula, afirmando que ele mantém vínculos institucionais com lideranças públicas, mas não busca proteger ninguém. "Não protege o filho dele, não protege o ministro do Supremo, não protege o senador", disse, referindo-se à diferença para Jair Bolsonaro, que teria trocado o ministro da Justiça para proteger Flávio.

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