# Respeito se conquista, não se herda, diz CEO da Sumirê

> Renata Takae Minami, CEO da Sumirê, conquistou a liderança da rede de perfumarias por mérito próprio, não por herança familiar. A trajetória da executiva incluiu passagens por caixa, estoque e abertura de lojas antes de assumir a cadeira principal. A autonomia na gestão foi resultado de experiência prática acumulada ao longo de anos na operação.

*Global Forum · Economia · 01 de agosto de 2026 · Marcelo Iorio*

Ser filha do fundador não garantiu a cadeira de CEO na Sumirê. Renata Takae Minami passou por caixa, estoque e abriu lojas até conquistar autonomia e liderar a rede de perfumarias.

## Respeito se conquista, não se herda, diz CEO da Sumirê

Ser filha do fundador nunca foi garantia de ocupar a cadeira de CEO. Na Sumirê, Renata Takae Minami precisou provar isso na prática. Antes de assumir o comando da rede de perfumarias, ela trabalhou no caixa, organizou estoque, recebeu mercadorias, abriu lojas e chegou a morar na Bahia para gerenciar uma unidade do grupo. A trajetória, construída ao longo de quase uma década, foi o preço pago para conquistar o respeito que, segundo ela, não se herda.

## A resposta direta: como uma herdeira conquistou o próprio espaço

Renata Takae Minami, CEO da Sumirê, afirma que respeito se conquista, não se herda. Para liderar a rede de perfumarias, ela passou por todas as etapas da operação: caixa, estoque, recebimento de mercadorias e abertura de lojas. A preparação incluiu ainda cinco anos morando na Bahia, onde gerenciou uma unidade da empresa.

## O retorno ao chão de loja, não à sala da presidência

Quando Renata voltou ao negócio da família, em 2009, depois de trabalhar na multinacional Procter & Gamble, ela imaginava que contribuiria com processos e gestão. O primeiro desafio, porém, foi outro. O pai, fundador da Sumirê, foi direto: "Você não vai sentar aqui do lado, vai para a loja, vai aprender".

A executiva obedeceu. Foi caixa, arrumou estoque, recebeu mercadoria e abriu uma loja do zero. "É desde planta de loja, pedreiro, fazer recrutamento, entrevista, marketing, divulgação numa cidade nova que a gente não tinha loja", lembrou durante entrevista ao programa Do Zero ao Topo.

## A Bahia como escola de varejo

A preparação não terminou nas primeiras lojas. Para aprofundar o conhecimento sobre o varejo, Renata se mudou para a Bahia, onde assumiu a gerência de uma unidade da empresa durante cinco anos. A experiência permitiu acompanhar toda a rotina operacional e compreender as dificuldades enfrentadas pelas equipes.

Ela afirma que conhecer todas as etapas do negócio se tornou uma das principais bases da sua liderança. "Hoje, qualquer trabalho que a gente vai fazer, qualquer número que a gente vê lá por trás, eu sei como é fazer lá no chão", lembra a CEO.

## Quase uma década até a autonomia

Mesmo com toda a preparação, convencer o fundador de que a empresa precisava mudar levou tempo. Segundo Renata, foram quase dez anos até conquistar autonomia para liderar a transformação da Sumirê. "É difícil quando o fundador fala: 'Eu faço isso até hoje e dá certo'. Convencer ele é difícil", diz.

A paciência teve retorno. Hoje a Sumirê é uma das maiores redes de beleza do país, com mais de 75 lojas, reúne 20 famílias e 48 acionistas, e tem planos de faturar R$ 600 milhões em 2026.

## O estigma de ser "filha do dono"

Renata conta que nunca quis ser reconhecida apenas por carregar o sobrenome da família. "Eu voltava como filha do dono, inegável. Mas eu não queria ter esse estigma. Eu tive que trabalhar e provar para todo mundo que eu estava ali porque eu merecia estar ali", diz.

Essa postura aparecia até nos pequenos gestos. Durante a abertura de uma loja no interior de São Paulo, ela utilizava ônibus para ir e voltar do trabalho ao lado da gerente da unidade. "Ela ficou tão sem graça porque nem imaginava que eu estava indo e voltando de ônibus", relembra com bom humor.

## A formação fora da empresa da família

Antes de retornar à Sumirê, Renata construiu carreira fora do negócio familiar. Mudou-se para São Paulo para estudar, trabalhou nos Estados Unidos como camareira para aprender inglês e, depois, ingressou na Procter & Gamble, onde teve contato com processos, planejamento e gestão corporativa.

Ela afirma que a passagem pela multinacional foi fundamental para enxergar o potencial de profissionalização da Sumirê. "Eu sabia que tinha que aprender tudo para trazer de volta para a empresa do meu pai."

Essa filosofia acompanhou a executiva até a presidência e se tornou um dos pilares do processo que transformou uma rede formada por dezenas de negócios familiares independentes em uma empresa com estrutura corporativa.

## O que o dono de PME pode aprender com a Sumirê

A trajetória de Renata na Sumirê mostra um padrão que vale para qualquer empresa familiar: sucessão não é cargo, é preparação. Quem assume sem passar pela operação tende a tomar decisões distantes da realidade do caixa. Quem vive o chão de loja, como ela, sabe o custo real de cada processo.

O caixa fala antes do balanço. E, no caso da Sumirê, o balanço de 2026 projeta R$ 600 milhões de faturamento. O número só foi possível porque a sucessora aprendeu a ler o negócio por dentro antes de assinar embaixo.

## Perguntas Frequentes

### Quem é a CEO da Sumirê?

Renata Takae Minami é a CEO da Sumirê, rede de perfumarias com mais de 75 lojas. Ela é filha do fundador e assumiu o comando após quase uma década de preparação na operação.

### O que Renata fez antes de virar CEO?

Ela trabalhou no caixa, organizou estoque, recebeu mercadorias, abriu lojas e morou na Bahia por cinco anos, onde gerenciou uma unidade da empresa. Antes disso, passou pela Procter & Gamble.

### Quanto tempo levou para Renata conquistar autonomia na Sumirê?

Foram quase dez anos até conquistar autonomia para liderar a transformação da empresa, segundo a própria executiva.

### Qual a meta de faturamento da Sumirê para 2026?

A empresa tem planos de faturar R$ 600 milhões em 2026, após um processo de profissionalização que unificou dezenas de negócios familiares independentes.

### Onde assistir à entrevista completa com a CEO da Sumirê?

A entrevista foi ao ar no programa Do Zero ao Topo, produção do InfoMoney. O episódio está disponível em vídeo no YouTube e em versão de podcast nas principais plataformas de streaming.

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Fonte (canonical): https://globalforum.com.br/economia/respeito-se-conquista-nao-se-herda-diz-ceo-sumire/
