# Starlink no Brasil: próximo passo da internet via celular em 2026

> A Starlink recebeu autorização da Anatel para o serviço Direct to Cell no Brasil, previsto para 2026. A tecnologia conecta celulares comuns diretamente aos satélites, eliminando a necessidade de torres terrestres. O objetivo é levar cobertura de internet a áreas remotas e sem infraestrutura de telecomunicações, ampliando o acesso digital no país.

*Global Forum · Economia · 16 de julho de 2026 · Aisha Mbeki*

A Starlink avança no Brasil com a autorização da Anatel para conectar celulares comuns diretamente aos satélites. Entenda como funciona o Direct to Cell, cronograma e o impacto para áreas sem cobertura.

A Starlink, braço de internet via satélite da SpaceX, acaba de receber autorização da Anatel para testar no Brasil o Direct to Cell, serviço que conecta celulares comuns diretamente aos satélites da constelação. A decisão, publicada em maio de 2026, abre caminho para uma nova fase da conectividade no país, especialmente em regiões onde o sinal de operadoras tradicionais não chega. O próximo passo da Starlink no Brasil passa pelo seu celular, literalmente.

Segundo a Anatel, o teste autorizado permite que a Starlink opere em frequências específicas para validar a comunicação entre satélites e dispositivos móveis padrão, sem adaptações de hardware. A tecnologia usa a banda LTE, a mesma do 4G, para enviar e receber dados diretamente do espaço. Na prática, qualquer smartphone compatível com 4G poderá se conectar ao serviço, desde que esteja em área de cobertura do satélite.

O cronograma ainda é experimental. A SpaceX informou que os primeiros testes comerciais devem começar ainda em 2026, com foco em mensagens de texto e chamadas de voz. A transmissão de dados em alta velocidade, como vídeos e navegação web, virá em fases posteriores. A expectativa é que o serviço cubra inicialmente áreas rurais e remotas da Amazônia Legal e do Cerrado, onde a densidade populacional é baixa e o custo de infraestrutura terrestre é proibitivo.

A autorização da Anatel se insere em um movimento global. Nos Estados Unidos, a SpaceX já firmou parceria com a T-Mobile para oferecer o Direct to Cell em todo o território americano. No Brasil, a empresa negocia com operadoras locais para compartilhar espectro e evitar interferências. A decisão da agência reguladora brasileira segue o mesmo modelo de autorização temporária para testes, comum em novas tecnologias de telecomunicações.

O impacto para o consumidor brasileiro é significativo. Cerca de 30% do território nacional ainda não tem cobertura de telefonia móvel, segundo dados da Anatel de 2025. A Starlink Direct to Cell pode preencher essa lacuna sem necessidade de torres, antenas ou cabos. Para o agricultor no Mato Grosso, o ribeirinho no Amazonas ou o viajante na BR-364, a promessa é de conectividade básica onde hoje não há sinal algum.

A tecnologia, no entanto, tem limitações. A taxa de transferência inicial deve ficar entre 2 e 7 Mbps por feixe de satélite, suficiente para mensagens e chamadas, mas insuficiente para streaming de vídeo em alta definição. A SpaceX planeja lançar satélites de segunda geração com capacidade ampliada, mas o cronograma depende de aprovação da FCC nos EUA e da própria Anatel no Brasil.

A decisão da Anatel também reflete a estratégia do governo brasileiro de ampliar a conectividade como política pública. O programa Conecta Brasil, lançado em 2025, prevê investimentos em infraestrutura digital para levar internet a 95% da população até 2030. A parceria com a Starlink pode acelerar esse cronograma, especialmente em regiões de difícil acesso.

Para quem acompanha o setor, o movimento da Starlink no Brasil é mais um capítulo na disputa global por conectividade via satélite. A Amazon, com o Projeto Kuiper, e a OneWeb, do Reino Unido, também miram o mercado brasileiro. Mas a vantagem da SpaceX está na constelação já em operação: mais de 6 mil satélites em órbita baixa, contra menos de 500 dos concorrentes.

O próximo passo da Starlink no Brasil passa pelo seu celular, e pela aprovação final da Anatel para o serviço comercial. Enquanto isso não acontece, os testes em andamento já indicam que a era da conectividade direta do espaço para o bolso do brasileiro está mais perto do que parece.

## Perguntas Frequentes

### Quando o Direct to Cell da Starlink estará disponível no Brasil?

Os testes autorizados pela Anatel começam em maio de 2026. O serviço comercial deve ser lançado ainda neste ano, inicialmente para mensagens de texto e chamadas de voz.

### Preciso comprar um aparelho novo para usar o Direct to Cell?

Não. A tecnologia usa a banda LTE padrão do 4G. Qualquer smartphone compatível com 4G poderá se conectar ao serviço, desde que esteja em área de cobertura do satélite.

### O Direct to Cell substitui a internet fixa ou o 5G?

Não. A tecnologia é complementar, voltada para áreas sem cobertura de operadoras tradicionais. A taxa de transferência inicial é baixa (2 a 7 Mbps), suficiente para mensagens e chamadas, mas não para streaming ou downloads pesados.

### Quanto vai custar o serviço no Brasil?

Ainda não há preço definido. Nos EUA, a parceria com a T-Mobile prevê inclusão em planos pós-pagos. No Brasil, a Starlink negocia com operadoras locais para definir o modelo de cobrança.

### O Direct to Cell funciona em qualquer lugar do Brasil?

Inicialmente, a cobertura será focada em áreas rurais e remotas da Amazônia Legal e do Cerrado. A expansão para todo o território nacional depende do lançamento de mais satélites e da aprovação regulatória.

### A Anatel já aprovou o serviço comercial?

A Anatel autorizou apenas testes temporários. O serviço comercial depende de nova aprovação da agência, após a conclusão dos experimentos e a apresentação de resultados.

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Fonte (canonical): https://globalforum.com.br/economia/proximo-passo-starlink-brasil-passa-pelo-seu-celular/
