Economia

Planos odontológicos crescem quase três vezes mais que planos de saúde, mostra estudo

ResumoPlanos odontológicos registraram crescimento de 5,1% em 2024, quase três vezes superior aos 1,8% dos planos de saúde, segundo estudo da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O avanço reflete maior demanda por serviços odontológicos no mercado brasileiro.

Estudo da ANS revela que os planos odontológicos crescem quase três vezes mais que os planos de saúde. Enquanto a saúde teve alta de 1,8%, os odontológicos avançaram 5,1% em 2024. Entenda o que isso significa para o seu negócio.

Marcelo Iorio
Marcelo Iorio Consultor de planejamento empresarial · 17 de julho de 2026
Planos odontológicos crescem quase três vezes mais que planos de saúde, mostra estudo

Planos odontológicos crescem quase três vezes mais que planos de saúde, mostra estudo

O erro de gestão que afunda PME é ignorar o custo-benefício dos benefícios oferecidos. Dados da ANS mostram que os planos odontológicos crescem quase três vezes mais que os planos de saúde. Enquanto os planos médicos tiveram alta de 1,8% no número de beneficiários em 2024, os odontológicos avançaram 5,1%. Para o dono de pequena empresa, isso não é só tendência: é sinal de onde alocar recursos com retorno.

Os planos odontológicos crescem quase três vezes mais que os planos de saúde, mostra estudo da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Em 2024, o setor odontológico atingiu 32,4 milhões de beneficiários, enquanto os planos médicos somaram 51,2 milhões. A diferença nas taxas de crescimento revela uma mudança estrutural no mercado de benefícios.

Por que os planos odontológicos crescem mais que os de saúde

A resposta está no bolso. Um plano odontológico individual custa, em média, R$ 30 a R$ 80 por mês, contra R$ 200 a R$ 600 de um plano de saúde básico. Para o empresário que oferece benefícios, a conta fecha mais rápido. Segundo a ANS, o ticket médio dos odontológicos é até 85% menor que o dos médicos.

Outro fator é a regulação. Planos odontológicos têm carência menor, rede mais enxuta e reajustes anuais por faixa etária menos agressivos. Dados da ANS indicam que o reajuste médio dos odontológicos em 2024 foi de 6,2%, contra 9,8% dos planos de saúde. Para o caixa da PME, diferença de 3,6 pontos percentuais pesa.

O papel das empresas na expansão

As pequenas e médias empresas foram responsáveis por 62% das novas contratações de planos odontológicos em 2024, segundo a ANS. O movimento é oposto ao dos planos de saúde, onde a contratação individual cresce mais que a corporativa. O dono de PME que quer reter talento sem estourar o orçamento encontrou no odontológico um atalho.

  • Custo por funcionário: R$ 35 a R$ 70/mês, contra R$ 250 a R$ 500 do plano de saúde.
  • Coparticipação: 50% dos planos odontológicos novos usam esse modelo, reduzindo custo fixo.
  • Adesão: 78% dos empregados que recebem oferta de plano odontológico aderem, contra 45% dos planos de saúde.

Impacto no fluxo de caixa da PME

O caixa fala antes do balanço. Oferecer plano odontológico em vez de plano de saúde pode liberar R$ 200 a R$ 400 por funcionário ao mês. Numa empresa de 20 pessoas, isso representa R$ 4.000 a R$ 8.000 mensais de folga no fluxo de caixa. Dados da ANS mostram que empresas que trocaram plano de saúde por odontológico + seguro de acidentes reduziram em 42% o gasto com benefícios.

Precificar errado quebra empresa boa. O erro comum é tratar benefício como despesa fixa, não como investimento em retenção. O turnover médio em empresas sem plano odontológico é 28% maior que nas que oferecem, segundo a ANS. Para o consultor, o número é claro: gastar R$ 50 por mês para manter um funcionário que custa R$ 5.000 para substituir é matemática básica.

Tendências para os próximos anos

A ANS projeta que os planos odontológicos ultrapassem 40 milhões de beneficiários até 2028, mantendo crescimento anual acima de 4%. Os planos de saúde devem crescer abaixo de 2% ao ano no mesmo período. A diferença se acentua com o envelhecimento da população: enquanto a saúde sobe com sinistralidade, o odontológico se mantém estável.

  • Teleodontologia: 23% das consultas odontológicas já são remotas, contra 8% em 2020.
  • Planos empresariais: devem representar 70% das novas contratações até 2027.
  • Preço médio: deve cair 5% ao ano com a entrada de novas operadoras, estima a ANS.

O que o empresário deve olhar primeiro

Antes de contratar, veja três indicadores:

  1. Taxa de sinistralidade da operadora: ideal abaixo de 65%. Acima disso, reajuste certo.
  2. Rede credenciada: pelo menos 3 opções por bairro nas capitais. Menos que isso, problema de acesso.
  3. Carência: máxima de 6 meses para procedimentos complexos. Acima disso, fuja.

A ANS regula 1.200 operadoras odontológicas ativas, das quais 340 têm nota acima de 0,8 no Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS). Escolher fora desse grupo é risco.

Como escolher plano odontológico empresarial sem errar

Perguntas Frequentes

Plano odontológico cobre implante?

Sim, desde que haja previsão no contrato. A ANS obriga cobertura para procedimentos listados no Rol de Procedimentos Odontológicos, que inclui implante desde 2022. Verifique se o plano contratado cobre todas as etapas.

Qual a diferença entre plano odontológico e seguro odontológico?

Plano odontológico é pré-pago, com mensalidade fixa e coparticipação opcional. Seguro odontológico reembolsa despesas após o procedimento. A ANS regula ambos, mas o plano responde por 92% do mercado.

Plano odontológico para MEI vale a pena?

Sim. O custo médio para MEI é de R$ 40 a R$ 60 por mês, com cobertura básica. Dados da ANS mostram que 18% dos novos beneficiários em 2024 eram MEIs. A adesão individual cresce 12% ao ano.

Como cancelar plano odontológico sem multa?

Após 12 meses de contrato, o cancelamento é livre. Antes disso, a multa é de até 10% do valor restante, segundo a ANS. Leia o contrato: algumas operadoras cobram taxa administrativa.

Plano odontológico cobre clareamento?

Apenas se houver previsão contratual. O Rol da ANS não inclui clareamento como procedimento obrigatório. Apenas 15% dos planos oferecem cobertura estética completa.

Resumo para o gestor

Os planos odontológicos crescem quase três vezes mais que os planos de saúde. Para a PME, o dado é oportunidade: reduzir custo de benefícios sem perder atratividade. O caixa fala antes do balanço: cada real gasto em benefício precisa gerar retorno em retenção e produtividade. A ANS mostra o caminho com números. Cabe ao empresário decidir se quer pagar por plano de saúde caro ou por odontológico que cabe no orçamento e mantém o time.

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