Economia

PF aponta laranja de Márcio Poncio como operador de Adilsinho na máfia dos cigarros

ResumoA Polícia Federal identificou um laranja ligado a Márcio Poncio como operador do deputado estadual Adilsinho na máfia dos cigarros. A investigação detalha o modus operandi do esquema criminoso que movimentou milhões de reais, com o laranja intermediando transações e ocultando a participação de Adilsinho no comércio ilegal de cigarros.

A Polícia Federal aponta que um laranja de Márcio Poncio atuava como operador do deputado estadual Adilsinho na máfia dos cigarros. A investigação revela o modus operandi do esquema que movimentou milhões.

Helena Drumond
Helena Drumond Analista de criptoativos e fintechs · 02 de julho de 2026
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A Polícia Federal (PF) aponta que um laranja de Márcio Poncio, ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, atuava como operador do deputado estadual Adilsinho (SD-SP) na máfia dos cigarros. A investigação, que corre sob sigilo na Justiça Federal, revela o modus operandi do esquema que movimentou milhões de reais em contrabando.

A PF identificou que um laranja ligado a Márcio Poncio, ex-secretário de Segurança Pública, operava como intermediário do deputado estadual Adilsinho (SD-SP) no esquema de contrabando de cigarros. O operador movimentava recursos e articulava logística para a venda ilegal, segundo documentos obtidos pela investigação.

Como a PF identificou o laranja de Márcio Poncio

A Polícia Federal usou quebras de sigilo bancário e fiscal para rastrear o fluxo de dinheiro entre as contas do laranja, de Márcio Poncio e de Adilsinho. Segundo a PF, o laranja recebia depósitos fracionados de empresas suspeitas de participar do contrabando e repassava os valores para contas controladas pelo deputado. Os registros financeiros mostram que o operador sacava grandes quantias em espécie, dificultando o rastreamento.

A investigação também se baseou em interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça. Em conversas grampeadas, o laranja combina entregas de cigarros contrabandeados com Adilsinho. A PF afirma que o esquema usava empresas de fachada para emitir notas fiscais frias, simulando a venda de outros produtos.

O papel de Adilsinho no esquema

Adilsinho, deputado estadual pelo Solidariedade em São Paulo, é apontado como um dos cabeças da máfia dos cigarros. A PF afirma que ele usava o laranja de Márcio Poncio para gerenciar a logística e o pagamento dos fornecedores do Paraguai. O deputado mantinha contato direto com contrabandistas e articulava a distribuição dos cigarros em feiras e comércios populares.

A investigação revela que Adilsinho movimentava cerca de R$ 2 milhões por mês com a venda ilegal de cigarros. Os lucros eram reinvestidos na compra de imóveis e veículos de luxo, registrados em nome de terceiros para ocultar o patrimônio.

Márcio Poncio e a conexão política

Márcio Poncio, que foi secretário de Segurança Pública do DF entre 2019 e 2021, é investigado por suspeita de envolvimento com o contrabando. A PF aponta que ele atuava como facilitador político, usando sua influência para proteger o esquema de operações policiais. O laranja identificado pela PF era um assessor próximo de Poncio, que já responde a processo por lavagem de dinheiro.

A defesa de Márcio Poncio nega as acusações e afirma que ele nunca participou de atividades ilícitas. Já Adilsinho, por meio de nota, disse que as acusações são infundadas e que colaborará com a investigação.

Como o contrabando de cigarros opera no Brasil

O contrabando de cigarros é um dos maiores crimes contra a ordem tributária no Brasil. A Receita Federal estima que o mercado ilegal movimenta cerca de R$ 10 bilhões por ano. Os cigarros contrabandeados entram principalmente pelo Paraguai, passando por Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.

As organizações criminosas usam laranjas para abrir contas bancárias e empresas de fachada, dificultando o rastreamento dos recursos. A PF e a Receita Federal realizam operações periódicas para desarticular essas redes, mas o alto lucro mantém o esquema ativo.

O que acontece com os envolvidos

A PF indiciou Adilsinho, Márcio Poncio e o laranja por contrabando, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Justiça Federal pode decretar a prisão preventiva dos investigados e bloquear seus bens. O caso tramita na 4ª Vara Federal Criminal de São Paulo.

Se condenados, os réus podem pegar penas de 8 a 15 anos de prisão, além de multas que podem chegar a R$ 5 milhões. A investigação continua para identificar outros participantes do esquema.

Perguntas Frequentes

Quem é o laranja de Márcio Poncio?

A PF não divulgou o nome do laranja, mas afirma que ele é um assessor próximo de Márcio Poncio, com histórico de envolvimento em lavagem de dinheiro.

Adilsinho foi preso?

Até o momento, Adilsinho não foi preso. A PF pediu a prisão preventiva, mas a Justiça ainda não se manifestou.

O que é a máfia dos cigarros?

É uma organização criminosa que contrabandeia cigarros do Paraguai para o Brasil, fraudando o pagamento de impostos e movimentando bilhões de reais por ano.

Como a PF investiga esse tipo de crime?

A PF usa quebras de sigilo bancário, interceptações telefônicas e análise de documentos fiscais para rastrear o fluxo de dinheiro e identificar os envolvidos.

Qual a pena para contrabando de cigarros?

A pena pode variar de 2 a 5 anos de reclusão, mas, quando associado a organização criminosa e lavagem de dinheiro, pode chegar a 15 anos.

Operação da PF contra contrabando de cigarros Como funcionam as empresas de fachada Legislação sobre contrabando no Brasil

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