# Exportações aos EUA caem 9,7% com tarifaço de Trump

> As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram queda acumulada de 9,7% no ano até agosto, sob impacto do tarifaço de Trump. Em agosto, o fluxo comercial apresentou alta de 12,1% em comparação ao mesmo mês de 2025. A redução anual reflete barreiras tarifárias impostas pelo governo norte-americano.

*Global Forum · Economia · 04 de setembro de 2026 · Helena Drumond*

As exportações brasileiras para os EUA acumulam queda de 9,7% no ano até agosto, com o novo tarifaço de Trump. Em agosto, alta de 12,1% ante 2025.

O novo tarifaço do governo de Donald Trump contra o Brasil derrubou as exportações para os Estados Unidos: queda de 9,7% no acumulado do ano até agosto. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), e mostram um cenário de pressão sobre a pauta exportadora brasileira.

No acumulado de janeiro a agosto, o Brasil enviou US$ 24,105 bilhões aos EUA, contra US$ 26,705 bilhões no mesmo período de 2025. Em agosto, primeiro mês fechado da taxação de 37,5% sobre parte dos produtos brasileiros, as vendas somaram US$ 3,190 bilhões, alta de 12,1% frente aos US$ 2,845 bilhões de agosto do ano passado, quando a tarifa inicial de Trump chegava a 50%.

Apesar do baque no mercado americano, as exportações totais brasileiras cresceram 10,3% no ano, para US$ 250,9 bilhões, puxadas por outros destinos. As importações subiram 6,1%, a US$ 195,5 bilhões, e o saldo ficou superavitário em US$ 55,3 bilhões. Só em agosto, o superávit foi de US$ 7,394 bilhões, alta de 23,8% sobre o mesmo mês de 2025, com exportações de US$ 33,2 bilhões e importações de US$ 25,8 bilhões.

O cenário reflete as duas novas tarifas adotadas pelo governo Trump no fim de julho: uma sobretaxa de 25%, sob acusação de supostas práticas comerciais desleais do Brasil, e outra de 12,5%, por suposta falha em barrar produtos feitos com trabalho forçado. A soma das duas chega aos 37,5% que agora pesam sobre parte das exportações. impacto do tarifaço no agronegócio

Para quem acompanha o comércio exterior, a leitura é de cautela: o dado mensal positivo de agosto não reverte a tendência anual de queda, e a continuidade das tarifas dependerá de negociações bilaterais. Entender a composição da tarifa, separando a sobretaxa comercial da acusação trabalhista, ajuda a dimensionar o risco real para os exportadores.

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Fonte (canonical): https://globalforum.com.br/economia/novo-tarifaco-trump-exportacoes-eua-caem-quase-10-ano-ate-agosto/
