# Calor e seca derrubam produção de champanhe na França

> A produção de champanhe na França deve cair quase pela metade em 2026, conforme projeções do setor vitivinícola. Calor extremo e seca prolongada reduzem a colheita de uvas, afetando diretamente o volume final da bebida. O fenômeno climático impacta vinhedos nas regiões de Champagne, com perdas significativas na safra. A queda reflete condições meteorológicas adversas recorrentes.

*Global Forum · Economia · 09 de setembro de 2026 · Fábio Quaresma*

A produção de champanhe na França deve cair quase pela metade em 2026, reflexo do calor e da seca. Entenda o impacto do clima extremo e a queda na colheita de vinho.

Se você acompanha o preço do champanhe ou do vinho importado, prepare o bolso. A produção de champanhe na França deve cair quase pela metade em 2026, puxada pelo calor extremo e pela seca que atingiram os vinhedos do país.

Segundo comunicado do Ministério da Agricultura, a produção de champanhe deve recuar para 1,34 milhão de hectolitros, 48% abaixo do registrado em 2025. No total, a produção de vinho na França em 2026 é estimada em 34 milhões de hectolitros, uma queda de 6% em relação ao ano anterior e de 17% ante a média dos últimos cinco anos.

A redução reflete a diminuição da área de vinhedos e a queda na produtividade após as altas temperaturas e a seca deste ano. A colheita nacional deve ser uma das menores dos últimos 30 anos, segundo o comunicado, com base em dados até 1º de setembro.

O clima extremo tem provocado danos aos vinhedos na França, um dos maiores produtores de vinho do mundo, e em outros países nos últimos anos. Os problemas climáticos se somam a uma indústria que já enfrenta demanda em queda, com mudanças nos hábitos de consumo e condições econômicas pouco favoráveis. As exportações francesas de vinho e destilados vêm recuando, pressionando a balança comercial de alimentos do país.

Na semana passada, o governo francês destinou mais de € 1 bilhão para apoiar agricultores prejudicados pelas ondas de calor e incêndios florestais do verão. Neste ano, a maioria das regiões produtoras começou a colheita mais cedo que o habitual, devido às altas temperaturas desde a primavera.

Na Borgonha, a variedade Pinot Noir foi particularmente afetada, com perdas superiores a 50%. Já em Bordeaux, a produção deve crescer 10% em relação ao nível muito baixo de 2025, mas ainda 11% abaixo da média de 2021 a 2025.

Para quem consome vinho importado, a tendência é de preços mais altos nas próximas safras. impacto do clima nos preços de alimentos

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Fonte (canonical): https://globalforum.com.br/economia/nem-champanhe-escapa-calor-seca-derrubam-producao-franca/
