Economia

Morte de homem durante prisão policial na Itália gera protestos nas ruas

ResumoAbderrahim Fakir, empresário marroquino de 35 anos, morreu em Bolonha, Itália, durante imobilização policial em tentativa de prisão. O incidente filmado por morador gerou protestos nas ruas e abriu investigação oficial.

Abderrahim Fakir, empresário marroquino de 35 anos, morreu em Bolonha, norte da Itália, enquanto era imobilizado pela polícia durante uma tentativa de prisão. O incidente, filmado por um morador e compartilhado nas redes, levou centenas de pessoas às ruas e abriu uma investigação

Tânia Lustosa
Tânia Lustosa Colunista de economia e sociedade · 20 de julho de 2026
Morte de homem durante prisão policial na Itália gera protestos nas ruas

Morte de homem durante prisão policial na Itália gera protestos nas ruas

Um homem morreu na cidade de Bolonha, no norte da Itália, enquanto era imobilizado no chão pela polícia que tentava prendê-lo, em um incidente filmado que gerou protestos nas ruas e que está sendo investigado pelo Ministério Público. Abderrahim Fakir, um empresário nascido no Marrocos que administrava uma pequena empresa de mudanças e limpeza, morreu no domingo depois que a polícia foi chamada para lidar com um homem que se comportava de forma agressiva e danificava um veículo, segundo a mídia italiana.

O que aconteceu com Abderrahim Fakir em Bolonha

De acordo com reportagens da mídia, os policiais chegaram ao bairro de Pilastro, no nordeste da cidade, pouco depois do meio-dia, quando as temperaturas ultrapassavam 35 graus Celsius. A polícia tentou acalmar Fakir antes de usar spray de pimenta e imobilizá-lo enquanto tentava algemá-lo, depois que ele reagiu agressivamente, segundo reportagens da mídia. As imagens do incidente, filmadas por um morador e compartilhadas amplamente na internet, mostravam Fakir deitado de bruços no chão enquanto dois policiais o imobilizavam. É possível ouvi-lo pedindo ajuda repetidamente e lutando para respirar antes que seus movimentos cessassem gradualmente.

A polícia de Bolonha afirmou que entregaria às autoridades investigativas as imagens das câmeras corporais dos policiais que intervieram. Os policiais chamaram os serviços de emergência após chegarem ao local, segundo reportagens da mídia. O Ministério Público de Bolonha e o Ministério do Interior da Itália não responderam imediatamente a pedidos de comentário.

Protestos nas ruas de Bolonha

As imagens do incidente levaram centenas de pessoas a protestar e geraram reações em todo o espectro político, com políticos da oposição exigindo responsabilização e a coalizão governista defendendo os policiais envolvidos. De acordo com o jornal local Il Resto del Carlino, os manifestantes entoaram slogans contra a polícia e se ajoelharam com os punhos erguidos, adotando gesto associado ao movimento Black Lives Matter, que surgiu nos Estados Unidos após a morte de George Floyd em Minneapolis, em 2020.

"Eles mataram meu irmão a sangue frio, eu quero justiça", disse a irmã de Fakir, Khadija, aos repórteres, enquanto centenas de pessoas em Pilastro saíam às ruas no domingo, com alguns manifestantes entoando slogans contra a polícia. Outro protesto estava previsto para ocorrer no centro de Bolonha na segunda-feira, com o apoio do prefeito de centro-esquerda Matteo Lepore, do sindicato CGIL e de outras organizações de esquerda.

Reações políticas ao caso

A Liga, de direita, que faz parte do governo da primeira-ministra Giorgia Meloni, pediu investigações rigorosas, mas afirmou que os policiais estavam "cumprindo seu dever" ao intervir "a pedido de cidadãos exasperados". O incidente gerou reações em todo o espectro político, com políticos da oposição exigindo responsabilização e a coalizão governista defendendo os policiais envolvidos. A morte de Fakir ocorre em um contexto de debates sobre o uso da força policial na Itália, especialmente contra imigrantes e minorias.

Quem era Abderrahim Fakir

Abderrahim Fakir era um empresário nascido no Marrocos que administrava uma pequena empresa de mudanças e limpeza em Bolonha. A mídia italiana não divulgou detalhes adicionais sobre sua vida pessoal ou profissional além de sua origem e ocupação. A comunidade local em Pilastro, onde ele vivia e trabalhava, expressou choque e tristeza com sua morte, com centenas de pessoas saindo às ruas no domingo para protestar.

Investigação em andamento

O Ministério Público de Bolonha abriu uma investigação sobre o incidente, enquanto a polícia local afirmou que entregaria às autoridades investigativas as imagens das câmeras corporais dos policiais que intervieram. Até o momento, não há informações sobre indiciamentos ou conclusões da investigação. O Ministério do Interior da Itália também não se pronunciou oficialmente sobre o caso. A investigação deve determinar se houve uso excessivo de força por parte dos policiais envolvidos.

Perguntas Frequentes

O que causou a morte de Abderrahim Fakir?

A causa exata da morte ainda está sob investigação. As imagens mostram Fakir imobilizado no chão por dois policiais, pedindo ajuda e lutando para respirar antes de cessar os movimentos. A polícia chamou serviços de emergência após o incidente.

Quem são os policiais envolvidos?

A fonte não identifica nominalmente os policiais envolvidos. A polícia de Bolonha afirmou que entregaria às autoridades investigativas as imagens das câmeras corporais dos agentes que intervieram.

O que é o movimento Black Lives Matter na Itália?

O movimento Black Lives Matter surgiu nos Estados Unidos após a morte de George Floyd em Minneapolis em 2020. Em Bolonha, manifestantes adotaram o gesto de se ajoelhar com punhos erguidos, associado ao movimento, durante os protestos.

Qual a posição do governo italiano sobre o caso?

A Liga, de direita, parte do governo da primeira-ministra Giorgia Meloni, pediu investigações rigorosas, mas afirmou que os policiais estavam "cumprindo seu dever" ao intervir a pedido de cidadãos. Políticos da oposição exigem responsabilização.

Haverá novos protestos?

Outro protesto estava previsto para ocorrer no centro de Bolonha na segunda-feira, com apoio do prefeito Matteo Lepore, do sindicato CGIL e de outras organizações de esquerda.

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