# Moraes arquiva investigação sobre Havan e atos de 2022

> Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, arquivou a investigação sobre a Havan e os atos de 2022. A Polícia Federal não encontrou provas de participação da direção da empresa em manifestações contra o resultado eleitoral. O arquivamento encerra o caso sem indiciamentos ou sanções à varejista.

*Global Forum · Economia · 13 de agosto de 2026 · Marcelo Iorio*

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, arquivou a investigação que apurava possível participação da Havan em manifestações contra o resultado da eleição de 2022. A PF não encontrou provas de apoio da direção da empresa.

## Moraes arquiva investigação sobre possível apoio da Havan a atos após eleição de 2022

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento da investigação que apurava uma possível participação da Havan em manifestações contra o resultado da eleição presidencial de 2022.

**O que isso significa na prática:** a apuração analisava o uso da área externa de uma unidade da rede em Rio do Sul (SC) como ponto de concentração de manifestantes que participaram de bloqueios de rodovias depois da derrota de Jair Bolsonaro (PL). Com o arquivamento, deixa de avançar no STF essa frente específica sobre a atuação da empresa nos protestos registrados em Santa Catarina.

## O que a investigação apurava

A apuração chegou ao Supremo após um relatório policial apontar a suspeita de que a empresa teria dado algum tipo de suporte ao grupo ao permitir a permanência de participantes nas proximidades da loja.

No decorrer da investigação, porém, a Polícia Federal não encontrou elementos que comprovassem autorização da direção da Havan ou fornecimento de estrutura material aos atos.

## O relatório da PF e o parecer do MPF

Em relatório encaminhado em 23 de julho, a PF registrou que manifestantes efetivamente ocuparam áreas externas da unidade, mas concluiu que não havia prova suficiente para atribuir à empresa participação na organização ou apoio às mobilizações.

O Ministério Público Federal acompanhou o entendimento dos investigadores e pediu o arquivamento.

## Por que o caso tinha relevância

A investigação tinha relevância adicional porque o empresário Luciano Hang, dono da Havan, é apoiador declarado de Jair Bolsonaro. Ainda assim, a ausência de provas sobre envolvimento direto da direção da empresa foi determinante para a decisão.

## O que muda para o empresário

Para quem acompanha desdobramentos políticos e jurídicos, o arquivamento encerra essa frente específica de apuração. Não há, segundo a PF, elementos que sustentem acusação de participação ou apoio logístico da Havan aos atos.

## Perguntas Frequentes

### O que motivou o arquivamento?

A Polícia Federal não encontrou provas suficientes de que a direção da Havan autorizou ou apoiou os atos. O MPF concordou e pediu o arquivamento.

### A Havan foi multada ou punida?

Não. Com o arquivamento, não há punição aplicada à empresa nesse inquérito específico.

### Luciano Hang foi investigado?

A investigação apurava possível participação da empresa. O empresário é apoiador declarado de Jair Bolsonaro, mas o relatório da PF não encontrou elementos contra a direção da Havan.

### O que acontece com os manifestantes?

A fonte não traz informações sobre a situação dos manifestantes. A decisão de Moraes trata apenas do arquivamento da investigação sobre a Havan.

### Esse arquivamento é definitivo?

Sim, o ministro determinou o arquivamento. A fonte não indica possibilidade de reabertura.

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Fonte (canonical): https://globalforum.com.br/economia/moraes-arquiva-investigacao-sobre-possivel-apoio-havan-atos-apos-eleicao-2022/
