Economia

Meta lidera ranking de serviços a candidatos em 2026

ResumoA Meta, dona de Instagram, Facebook e WhatsApp, lidera o ranking de serviços a candidatos em 2026, com R$ 14,3 milhões gastos em 15 dias. O valor concentra-se em impulsionamento de conteúdo e anúncios digitais. O total do mercado de serviços a candidatos no período alcança cifra superior, com a Meta respondendo pela maior fatia individual.

A Meta, dona de Instagram, Facebook e WhatsApp, lidera o ranking de serviços a candidatos: R$ 14,3 milhões em 15 dias. Veja os principais gastos e o total do mercado.

Tânia Lustosa
Tânia Lustosa Colunista de economia e sociedade · 01 de setembro de 2026
Meta lidera ranking de serviços a candidatos em 2026

A Meta, dona de Instagram, Facebook e WhatsApp, lidera o ranking de serviços prestados a candidatos nas eleições de 2026. Em 15 dias de campanha, a empresa recebeu R$ 14,3 milhões, quase o dobro da segunda colocada, a dLocal, que arrecadou pouco mais de R$ 8 milhões. Os números são públicos e podem ser conferidos na página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O principal serviço contratado é o impulsionamento de material de campanha, tanto no Instagram quanto no Facebook. A big tech é a maior beneficiária do mercado eleitoral até agora.

A terceira empresa da lista é a Pia Filmes, que recebeu R$ 4,3 milhões da direção nacional do Progressistas (PP) pela produção de cinco peças para rádio, televisão e internet. Entre os candidatos, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT), que disputa o Senado pelo Paraná, gastou R$ 350 mil com seis anúncios. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tenta a reeleição, usou R$ 300 mil para alavancar seis peças. O deputado federal Lindbergh Farias (PT), candidato à reeleição pelo Rio de Janeiro, investiu R$ 290 mil em oito publicações. Fecham os cinco primeiros Marília Aparecida Campos (PT), candidata ao Senado por Minas Gerais, com R$ 280 mil, e Bruno Lima (Podemos), que disputa uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo, com R$ 226 mil.

Outros 946 candidatos já contrataram o serviço de impulsionamento nas duas redes. Ao todo, o mercado de serviços das eleições de 2026 movimentou R$ 235,5 milhões em duas semanas. O número mostra o peso da publicidade digital no custo das campanhas, e a pergunta que fica é quem paga essa conta: os próprios candidatos, com recursos públicos ou privados, e, no fim, o eleitor, que vê o conteúdo impulsionado.

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