Meio/Ideia: relação Moraes-Vorcaro atinge STF para 40,5%
Para 40,5% dos eleitores, a relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro atinge o STF como instituição. Pesquisa também mede efeito sobre voto em Flávio Bolsonaro.
A relação entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, é vista como um problema que atinge o ministro e a própria Corte para 40,5% do eleitorado brasileiro. O dado é da pesquisa Meio/Ideia, que ouviu 1.500 pessoas entre 4 e 7 de setembro, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
Para 40,5% dos entrevistados, as questões envolvendo os dois nomes atingem não apenas o magistrado, mas também a Suprema Corte. Outros 30% concordam que a proximidade entre Moraes e Vorcaro é um problema que precisa ser enfrentado pelo STF como instituição, enquanto 18,2% enxergam que a relação é um problema exclusivo do ministro.
A possível proximidade entre Vorcaro e Moraes ganhou destaque neste mês de setembro após um relatório da Polícia Federal, com base em dados do celular do ex-banqueiro, revelar trocas de mensagens entre ambos. As informações foram tornadas públicas pelo ministro e relator do caso, André Mendonça, o que produziu um racha na Suprema Corte, com Moraes também solicitando uma investigação contra o magistrado.
A pesquisa também mediu o impacto da relação entre o candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), e Vorcaro. Para 47,9%, a proximidade desgasta o interesse de voto no senador. Por outro lado, 32,2% afirmam que a informação não muda o interesse de voto, enquanto 9,3% dizem que aumenta a chance de voto.
A investigação da Polícia Federal também revelou a relação do senador com o ex-banqueiro quando Flávio buscava patrocinadores para o filme "Dark Horse", sobre a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. Vorcaro teria realizado repasses superiores a R$ 61 milhões para viabilizar a produção, após cobrança de Flávio.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral pelo número BR-07935/2026. A pesquisa reflete um cenário em que a opinião pública divide responsabilidades: para a maior parte, o desgaste institucional é coletivo, não individual.