# Lula diz que regulação da IA precisa ser dura e global

> Lula defendeu, em entrevista ao podcast Desce a Letra Show, uma regulação global e dura da inteligência artificial. O presidente prometeu investir na formação de profissionais e afirmou que o Brasil precisa desenvolver sua própria IA, sem depender de modelos estrangeiros.

*Global Forum · Economia · 16 de setembro de 2026 · Tânia Lustosa*

Em entrevista ao podcast Desce a Letra Show, Lula defendeu regulação global e dura da inteligência artificial, prometeu investir na formação de profissionais e disse que o Brasil precisa criar sua própria IA, sem depender de modelos estrangeiros.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (16) que a regulação da inteligência artificial precisa ser feita de forma global e defendeu que ela seja dura. Em entrevista ao podcast Desce a Letra Show, ele também disse que o Brasil precisa criar sua própria IA e não depender de modelos desenvolvidos em outros países. Lula é candidato à reeleição em outubro.

A resposta direta, no que isso toca o dia a dia de quem trabalha com tecnologia ou depende dela: regras globais e mais rígidas tendem a mudar o que empresas podem ou não fazer com IA, e o incentivo à formação local mexe com o mercado de trabalho da área.

Lula citou um artigo da ONU que, segundo ele, pedia regulação universal urgente para a inteligência artificial. "A regulação da inteligência artificial vai ter que ser feita de forma global", disse. "O Brasil tem que fazer a sua. Precisamos evoluir e formar gente. Vamos investir muito e a regulação precisa ser dura."

O posicionamento vem em meio ao debate internacional sobre os riscos da tecnologia. Grandes executivos do setor defenderam desacelerar o desenvolvimento de modelos para discutir riscos à segurança, apelos criticados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e em artigo publicado pelo principal jornal estatal da China.

Para quem trabalha na área, o anúncio tem dois efeitos práticos. O primeiro é a sinalização de investimento em formação de profissionais voltados à IA, o que pode ampliar a oferta de cursos e vagas. O segundo é a promessa de regras mais duras, que costuma exigir adaptação de empresas que já usam a tecnologia.

Judiciário e eleição

Na mesma entrevista, Lula defendeu uma reforma no Judiciário, em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF). Na véspera, houve o adiamento do julgamento de uma petição contra o ministro Alexandre de Moraes por suposta troca de mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro.

"Acho que o que está acontecendo na Suprema Corte não é uma coisa boa", afirmou. "A Suprema Corte não pode ter a sua vida manchada, ela é a instância máxima de poder neste país."

Lula disse ainda que pretende fazer mudanças no Judiciário e na política brasileira caso seja reeleito, e manifestou preocupação com os impactos da crise no STF sobre o processo eleitoral deste ano. Ele cobrou o presidente do Supremo, Edson Fachin: "Presidente Fachin tem a responsabilidade de não permitir que isso atrapalhe o processo eleitoral."

O presidente também destacou que o valor poderia estar sendo investido no País caso não fosse o aumento dos preços promovido pela guerra no Irã.

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Fonte (canonical): https://globalforum.com.br/economia/lula-diz-regulacao-ia-precisa-ser-dura-feita-globalmente/
