# Lula disputa empresariado com Flávio e tenta reduzir resistência à reeleição

> Lula, presidente do Brasil, recebeu banqueiros e empresários no Palácio da Alvorada em 31 de março para reduzir resistências do setor privado à reeleição. O encontro coloca a economia como eixo central da disputa presidencial, enquanto Flávio Bolsonaro amplia interlocução econômica. A ação busca fortalecer apoio empresarial à candidatura de Lula.

*Global Forum · Economia · 31 de agosto de 2026 · Helena Drumond*

Nesta segunda-feira (31), Lula recebe banqueiros e empresários no Palácio da Alvorada para reduzir resistências do setor privado à sua reeleição, enquanto Flávio Bolsonaro busca ampliar sua interlocução econômica. O jantar coloca a economia no centro da disputa presidencial.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebe nesta segunda-feira (31) um grupo de banqueiros e empresários no Palácio da Alvorada, em um jantar que busca reduzir resistências do setor privado à sua reeleição. O encontro ocorre em meio à ofensiva de Flávio Bolsonaro (PL), que tenta avançar sobre esse eleitorado.

A aproximação coloca a economia no centro da disputa presidencial. Lula pretende apresentar compromissos para um eventual novo mandato a um grupo que cobra maior controle das despesas e medidas para estabilizar a dívida pública.

Entre os convidados estão Joesley e Wesley Batista, da J&F; Rubens Ometto, da Cosan; José Seripieri Júnior, da Amil; Luiz Carlos Trabuco, presidente do Conselho de Administração do Bradesco; André Esteves, sócio sênior do BTG Pactual; e Milton Maluhy, do Itaú. Cerca de 20 pessoas devem participar. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, também são esperados.

A campanha pretende apresentar propostas como redução dos supersalários no serviço público, revisão do volume de emendas parlamentares e uma eventual reforma administrativa. Lula também deve defender maior participação privada em setores estratégicos, como minerais críticos e inteligência artificial. O movimento responde a dúvidas sobre como um eventual próximo governo administraria o crescimento das despesas obrigatórias e a trajetória da dívida.

Na entrevista à TV Globo na quinta-feira (27), Lula evitou detalhar quais gastos obrigatórios poderia cortar, defendendo o crescimento econômico como principal instrumento para melhorar a relação entre dívida e PIB. O discurso levado ao empresariado terá de avançar sobre um ponto em aberto: quais medidas concretas acompanhariam essa estratégia a partir de 2027.

A movimentação ocorre quatro dias depois de Flávio se reunir em São Paulo com empresários e banqueiros para apresentar sua plataforma econômica. A campanha de Lula afirma que o jantar começou a ser organizado antes do encontro do adversário, mas a ofensiva de Flávio aumentou a importância política da aproximação.

O empresariado tornou-se campo relevante da disputa porque parte do grupo mantém ressalvas ao atual governo, principalmente na área fiscal. O encontro ocorre na mesma semana em que o Congresso deve avançar sobre pauta sensível ao setor produtivo: na quarta-feira (2), a CCJ do Senado analisa a PEC que reduz gradualmente a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, com relatoria de Omar Aziz (PSD-AM) e parecer favorável. PEC da jornada de trabalho

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