Economia

Itamaraty pede a brasileiros que evitem viagens para o Oriente Médio

ResumoO Itamaraty emitiu alerta consular em 21 de janeiro de 2025, recomendando que brasileiros evitem viagens para Irã, Israel, sul do Líbano, Palestina (Faixa de Gaza) e Iêmen. A orientação também inclui evitar deslocamentos não essenciais a outros nove países do Oriente Médio, devido à escalada de tensões na região.

O Itamaraty emitiu alerta consular nesta terça-feira (21) pedindo que brasileiros evitem viagens para Irã, Israel, sul do Líbano, Palestina (Faixa de Gaza) e Iêmen. A orientação também inclui evitar deslocamentos não essenciais a outros 9 países do Oriente Médio, em meio à escala

Marcelo Iorio
Marcelo Iorio Consultor de planejamento empresarial · 22 de julho de 2026
Itamaraty pede a brasileiros que evitem viagens para o Oriente Médio

Itamaraty emite alerta consular e pede que brasileiros evitem viagens para o Oriente Médio

O Ministério das Relações Exteriores emitiu, nesta terça-feira (21), um alerta consular para que brasileiros não viajem para o Irã, Israel, sul do Líbano, Palestina (Faixa de Gaza) e Iêmen. A medida ocorre diante da evolução das tensões relacionadas ao conflito no Oriente Médio.

Na mesma nota, divulgada em redes sociais, o Itamaraty pede que sejam evitadas viagens não essenciais para a Palestina (na Cisjordânia), Síria, Iraque, Líbano, Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita. O governo acrescentou que não existem, até agora, restrições à realização de conexões aéreas nos países.

Este é o décimo dia consecutivo de agressões entre EUA e Irã após fim do cessar-fogo. As ameaças ao Estreito de Bab el-Mandeb, que se tornou uma importante rota alternativa a Ormuz, exacerbam ainda mais essas preocupações.

O que fazer se você está em um dos países da lista

O Itamaraty alertou os brasileiros que estão nesses países a acompanharem as notícias nos sites e nas mídias sociais das embaixadas brasileiras na região e que sejam seguidas rigorosamente as recomendações de segurança das autoridades locais.

Entre as recomendações, o governo brasileiro pede que as pessoas evitem multidões e protestos, que não sejam filmadas ou fotografadas instalações, veículos ou pessoal militar, "tampouco ataques ou quaisquer outros eventos relacionados ao conflito, uma vez que tal conduta pode, à luz da legislação local, resultar em detenção", apontou o Itamaraty.

O ministério ainda solicita que os brasileiros não divulguem, em redes sociais, imagens, vídeos ou textos relacionados ao conflito que possam ser considerados pelas autoridades locais como ofensivos à segurança nacional. "[Recomenda-se] não deixar seus locais de residência sem se certificar de que as condições de segurança o permitem", orienta o governo.

E se seu voo for cancelado?

Nos casos de voos cancelados, os brasileiros devem procurar a companhia aérea para remarcação dos bilhetes. Outra orientação é "verificar se seus documentos de viagem estão em dia e com ao menos seis meses de validade".

O dono de PME que depende de viagens para negócios precisa redobrar a atenção: o caixa não pode ser surpreendido por passagens perdidas ou custos emergenciais de remarcação. Ter um plano B de logística e contato direto com a companhia aérea evita que o imprevisto vire prejuízo.

Escalada do conflito: o que aconteceu nesta terça

As recomendações da chancelaria brasileira ocorrem em um dia de novas evoluções do conflito no Oriente Médio. Nesta terça, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) informou que realizou um ataque à central de dados da empresa Amazon, dos Estados Unidos (EUA), sediada no Bahrein.

Em nota, o Exército do Bahrein confirmou que o Irã realizou ataques "ilegais contra civis" no país, sem especificar quais os locais foram atingidos. Os militares do país do Golfo acrescentaram terem destruído "com sucesso" diversos ataques aéreos iranianos nesta terça-feira.

Os militares iranianos anunciaram também novos ataques contra radares de alerta e de defesa antimíssil dos EUA no Kuwait, na Base Aérea de Jaber. Outros alvos anunciados pelo Irã foram de bases norte-americanas na Jordânia.

O Comando Central dos Estados Unidos, por outro lado, divulgou que atacou bases militares iranianas, instalações marítimas, locais de lançamento de mísseis e drones e sistemas de defesa aérea daquele país.

O presidente Donald Trump ameaçou, nesta terça (21), o complexo nuclear iraniano Montanha Pickaxe, próximo às instalações nucleares de Natanz.

Impacto no bolso: petróleo sobe

Com a escalada da guerra no Oriente Médio, que significou um revés no acordo costurado entre Irã e EUA, o preço do petróleo voltou a subir nesta semana, com o valor do barril Brent subindo cerca de 2% e chegando a U$S 90.

Para o empresário brasileiro, esse movimento tem efeito direto: combustível mais caro pressiona frete, insumos e, no fim, o preço final ao consumidor. Quem não ajusta a precificação com base nesses sinais pode ver a margem derreter.

Perguntas Frequentes

Quais países o Itamaraty recomenda evitar?

O alerta consular pede que brasileiros evitem viagens para Irã, Israel, sul do Líbano, Palestina (Faixa de Gaza) e Iêmen, além de viagens não essenciais para Palestina (Cisjordânia), Síria, Iraque, Líbano, Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita.

Há restrições para conexões aéreas?

O governo acrescentou que não existem, até agora, restrições à realização de conexões aéreas nos países.

O que fazer se meu voo for cancelado?

Nos casos de voos cancelados, os brasileiros devem procurar a companhia aérea para remarcação dos bilhetes.

Como acompanhar as orientações atualizadas?

O Itamaraty recomenda acompanhar as notícias nos sites e nas mídias sociais das embaixadas brasileiras na região.

É seguro postar sobre o conflito nas redes sociais?

O ministério orienta que não sejam divulgadas imagens, vídeos ou textos relacionados ao conflito que possam ser considerados pelas autoridades locais como ofensivos à segurança nacional.

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