Irã e Omã discutem corredor em Ormuz; impasse com EUA segue
Irã e Omã retomaram negociações para gerenciar o Estreito de Ormuz, via que antes da guerra movia 1/5 do petróleo global, enquanto impasse com os EUA se prolonga e afeta o preço do barril.
Irã e Omã retomaram negociações para gerenciar o Estreito de Ormuz, enquanto o Irã enfrenta pressão econômica crescente dos EUA sob Donald Trump. Os dois países afirmaram nesta terça-feira que discutiram "um corredor de navegação temporário conjunto" e concordaram em remover minas da via. A passagem, que antes da guerra, iniciada em fevereiro, respondia por um quinto dos embarques globais de petróleo e gás natural liquefeito, segue perigosa: um petroleiro foi atingido por um projétil não identificado e ficou inoperante a cerca de 17 km a nordeste de Ash Shishah, em Omã, segundo a Agência de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido.
As hostilidades ativas entre EUA e Irã diminuíram, mas os esforços diplomáticos por um acordo de paz estão paralisados. O Serviço Secreto dos EUA afirmou estar ciente de um vídeo da TV estatal iraniana discutindo um suposto plano para assassinar Barron Trump, filho mais novo do presidente, com recompensa de US$ 10 milhões. Apesar das tensões, Washington começa a enviar pessoal de volta a missões diplomáticas no Oriente Médio, sinalizando risco menor de escalada no curto prazo.
Os EUA ameaçaram punir países que negociarem com o Irã, sem sanções imediatas. O Irã chamou a tentativa de isolamento de "grave ilegalidade". Os preços do petróleo caíram pelo segundo dia, com operadores ignorando o impacto das sanções. A aprovação pública dos EUA à guerra caiu ao nível mais baixo, e a popularidade de Trump também, antes das eleições de novembro, segundo pesquisa Reuters/Ipsos. Milhares morreram no conflito, a maioria no Irã e no Líbano, e o estado do programa nuclear iraniano permanece desconhecido.