Economia

Irã ataca central de dados da Amazon no Bahrein; entenda a escalada

ResumoO Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã atacou uma central de dados da Amazon no Bahrein em 21 de janeiro de 2025. A ação militar elevou a tensão no Oriente Médio e pressionou o preço do petróleo. O ataque representa uma escalada significativa no conflito regional, com potenciais impactos na infraestrutura digital global.

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã informou, nesta terça-feira (21), que realizou um ataque à central de dados da Amazon no Bahrein. A ação elevou a tensão no Oriente Médio e pressionou o preço do petróleo. Entenda os detalhes e as reações.

Fábio Quaresma
Fábio Quaresma Especialista em finanças pessoais · 22 de julho de 2026
Irã ataca central de dados da Amazon no Bahrein; entenda a escalada

Irã informa ter atacado central de dados da Amazon no Bahrein; entenda a escalada

Se você acompanha o noticiário internacional, já deve ter sentido o peso da tensão no Oriente Médio. A situação escalou de novo, e desta vez o alvo foi a infraestrutura de dados de uma gigante americana. A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) informou, nesta terça-feira (21), que realizou um ataque à central de dados da Amazon no Bahrein, com mísseis de cruzeiro. O movimento elevou o barril de petróleo Brent para perto de US$ 90, gerando preocupação em quem precisa planejar o orçamento em meio a combustíveis mais caros.

A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) afirmou ter atacado e destruído a central de dados da Amazon no Bahrein com mísseis de cruzeiro, nesta terça-feira (21). O Exército do Bahrein confirmou ataques 'ilegais contra civis' e disse ter destruído com sucesso diversas investidas aéreas iranianas. Os EUA também realizaram novos ataques contra alvos militares iranianos.

O ataque à central de dados da Amazon no Bahrein

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) publicou um comunicado afirmando que "atacou a infraestrutura central de dados da empresa americana Amazon no Bahrein com vários mísseis de cruzeiro e a destruíram". A Amazon, que fornece serviços de armazenamento em nuvem para governos e empresas no Oriente Médio, não se manifestou até o fechamento desta reportagem. Em março, o Irã já havia realizado ataques contra unidades da Amazon nos Emirados Árabes Unidos (EAU) e no próprio Bahrein.

O Exército do Bahrein, por sua vez, informou que o Irã realizou ataques "ilegais contra civis" no país, sem especificar os locais atingidos. Os militares do país do Golfo acrescentaram que destruíram "com sucesso" diversos ataques aéreos iranianos nesta terça-feira.

Reação dos EUA e novos alvos

Do outro lado, os Estados Unidos informaram que realizaram nova onda de ataques com o objetivo de "degradar ainda mais as capacidades militares iranianas usadas para atacar o transporte comercial no Estreito de Ormuz". O Comando Central dos EUA no Oriente Médio informou que atacou comandos militares iranianos, instalações marítimas, locais de lançamento de mísseis e drones e sistemas de defesa aérea do Irã.

Ainda nesta terça-feira, o presidente Donald Trump voltou a ameaçar o complexo nuclear iraniano Montanha Pickaxe, próximo às instalações nucleares de Natanz. "Atacaremos essa área muito, provavelmente muito em breve, e não há nada que eles possam fazer a respeito", afirmou Trump.

Ameaças a bases americanas e aliados

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou ainda novos ataques contra radares de alerta e de defesa antimíssil dos EUA no Kuwait, na Base Aérea de Jaber. "Após essa operação de supressão de radar, o inimigo deve se preparar para ondas mais decisivas e mais pesadas de ataques de drones e mísseis", afirmou a Guarda Revolucionária. Outros alvos anunciados foram bases norte-americanas na Jordânia. "Vários militares americanos foram mortos após forças iranianas atacarem um complexo que abrigava tropas americanas na região de al-Rukban, na Jordânia", diz comunicado da IRGC publicado na mídia iraniana Press TV.

Impacto no petróleo e o bloqueio houthi

Com a escalada da guerra no Oriente Médio, o preço do petróleo voltou a subir. O barril Brent subiu cerca de 2% nesta terça-feira, chegando a US$ 90, após ter baixado a US$ 72 no início de julho. Nessa segunda-feira (21), os houthis do Iêmen, aliados do Irã, anunciaram um bloqueio naval contra a Arábia Saudita no Estreito do Bab el-Mandeb, ampliando a tensão no mercado global de combustíveis. Os houthis afirmam que estão retaliando a Arábia Saudita devido ao "cerco injusto e opressivo" imposto pelos sauditas. A Arábia Saudita negou o cerco ao Iêmen e condenou a decisão.

Porta de entrada para o Mar Vermelho, o fechamento total desse estreito poderia reduzir o abastecimento global em até 7%. O Estreito de Ormuz, por sua vez, é responsável por até 20% do comércio de petróleo do mundo.

O alerta da Agência Internacional de Energia

Em nota publicada nesta terça-feira, o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou que a escalada da guerra preocupa a segurança do abastecimento global de combustíveis e leva incertezas ao mercado. "As ameaças ao Estreito de Bab el-Mandeb, que se tornou cada vez mais importante como rota alternativa ao Estreito de Ormuz, agravam ainda mais essas preocupações", disse o chefe da AIE.

Perguntas Frequentes

O que a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado?

Ela informou ter atacado e destruído a central de dados da Amazon no Bahrein com mísseis de cruzeiro.

Qual foi a reação do Exército do Bahrein?

O Exército do Bahrein classificou os ataques como "ilegais contra civis" e disse ter destruído com sucesso diversas investidas aéreas iranianas.

Os EUA retaliaram o ataque?

Sim, os EUA realizaram nova onda de ataques contra alvos militares iranianos, incluindo comandos, instalações marítimas e sistemas de defesa aérea.

Como o preço do petróleo reagiu?

O barril Brent subiu cerca de 2%, chegando a US$ 90, após ter caído a US$ 72 no início de julho.

O que a AIE disse sobre a escalada?

O diretor executivo da AIE, Fatih Birol, afirmou que a escalada preocupa a segurança do abastecimento global de combustíveis e agrava incertezas no mercado.

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