# Inflação na Argentina sobe 1,7% em agosto e 33,5% em 12 meses

> O índice de preços ao consumidor da Argentina registrou alta de 1,7% em agosto de 2025 ante julho, desacelerando frente aos 2,1% do mês anterior, segundo o Indec. Na comparação anual, a inflação argentina acumulada em 12 meses atingiu 33,5%, mantendo trajetória de desaceleração gradual.

*Global Forum · Economia · 10 de setembro de 2026 · Helena Drumond*

O índice de preços ao consumidor da Argentina subiu 1,7% em agosto ante julho, desacelerando frente aos 2,1% do mês anterior, informou o Indec. Na comparação anual, a alta chega a 33,5%.

O índice de preços ao consumidor (CPI) da Argentina subiu 1,7% em agosto ante julho, informou nesta quinta-feira, 10, o Instituto Nacional de Estatística e Censo (Indec). O dado sinaliza desaceleração, já que em julho a alta mensal havia sido de 2,1%.

Na comparação anual, o CPI argentino avançou 33,5%. No acumulado do ano, a inflação ao consumidor do país registra ganho de 21,3%.

A desaceleração mensal aparece em um cenário regional de preços mais comportados. No Brasil, o IPCA variou 0,58% em maio de 2026 e 0,16% em junho, segundo o IBGE. O Banco Central registrou 0,07% em julho. São ritmos distintos, mas a leitura é parecida: choques de oferta perdem força e a política monetária faz efeito com defasagem.

## O que puxou a inflação argentina em agosto

O setor com maior variação mensal foi o de habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis, com alta de 2,8%. Do outro lado, vestuário e calçados registrou a menor variação porcentual no comparativo mensal, com queda de 0,6%.

Essa composição ajuda a separar o que é pressão estrutural do que é ruído de calendário. Serviços regulados, como energia e água, costumam reagir a reajustes administrativos e a variações de câmbio. Já a retração em vestuário e calçados indica que a demanda por bens discricionários segue fraca, um sinal de que o consumo ainda não recuperou tração.

Para quem acompanha a economia argentina, o número de agosto não muda o quadro sozinho, mas reforça uma tendência de queda gradual. A pergunta que fica é se essa trajetória se sustenta nos próximos meses, quando novos reajustes de tarifas podem voltar a pressionar o índice. como funciona a meta de inflação

## O que observar daqui para frente

O Indec divulga o CPI mensalmente, e a série recente mostra desaceleração consistente. O ponto de atenção é a base de comparação: em 2026, meses com reajustes concentrados de serviços podem gerar picos pontuais, mesmo com a tendência de fundo sendo de queda.

A gente separa a tecnologia do hype, e com inflação não é diferente. O dado de agosto é um retrato, não uma promessa. Entender a composição do índice, setor por setor, protege o leitor de conclusões apressadas, tanto para otimismo quanto para alarme.

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Fonte (canonical): https://globalforum.com.br/economia/inflacao-argentina-sobe-17-agosto-ante-julho-335-comparacao-anual/
