Economia

Privatização da Copa do Mundo: Buffon se assusta com ideia de Infantino

ResumoGianni Infantino propôs privatizar ativos comerciais da Fifa por meio de uma empresa de participações, ideia abandonada após crise com Uefa e Concacaf. Buffon, campeão mundial em 2006, classificou a proposta como assustadora e exigiu decisões firmes. A Fifa não avançou com o plano, mantendo o modelo atual de governança.

A ideia de Gianni Infantino de abrir uma empresa para vender participações em ativos comerciais da Fifa foi abandonada após crise com Uefa e Concacaf. O ex-goleiro Buffon, campeão mundial em 2006, se diz assustado com a proposta e cobra decisões firmes.

Marcelo Iorio
Marcelo Iorio Consultor de planejamento empresarial · 03 de agosto de 2026
Privatização da Copa do Mundo: Buffon se assusta com ideia de Infantino

Ídolo italiano se assusta com ideia de Infantino de privatização da Copa do Mundo

A proposta de Gianni Infantino, presidente da Fifa, de abrir uma empresa para vender participações em ativos comerciais não avançou. O dirigente abandonou o plano após uma crise com federações, como Uefa e Concacaf, diante do risco de interferência na Copa do Mundo. O assunto, porém, segue rendendo. Gianluigi Buffon, campeão mundial pela Itália em 2006, disse que se assustou com a ideia.

O que a proposta de Infantino mudaria na Copa do Mundo?

Se a ideia tivesse ido para a frente, a Fifa criaria uma empresa para vender participações em ativos comerciais. Isso poderia abrir espaço para investidores privados na gestão de competições como a Copa do Mundo. A pressão de federações, incluindo Uefa e Concacaf, foi decisiva para o recuo de Infantino.

Para o empresário que acompanha o futebol, o episódio mostra como decisões de entidades esportivas podem impactar a imagem e a governança do esporte. A reação de Buffon reflete um receio mais amplo: a entrada de capital privado pode cruzar linhas que comprometem a integridade da competição.

Buffon: "trazer investimento privado para a Copa do Mundo me assusta"

Em entrevista à Gazzetta dello Sport, o ex-goleiro foi direto. "A Copa do Mundo foi ótima, mas não consegui tolerar certas coisas. No entanto, trazer investimento privado para a Copa do Mundo me assusta. Se certas linhas forem cruzadas, decisões firmes serão necessárias; só assim o mundo poderá ser um lugar melhor."

A fala veio em meio à ameaça de boicote da Uefa às competições da Fifa. Buffon também citou o caso do árbitro Omar Abdulkadir Artan, que teve o visto negado para entrar nos Estados Unidos e não pôde apitar na Copa. "Assim como não fizeram quando o pobre árbitro somali foi mandado para casa sem que ninguém dissesse uma palavra."

O que a seleção italiana precisa para voltar a brilhar

Buffon, que até o início do ano era chefe de delegação da seleção italiana, deixou o cargo após o fracasso na classificação para a Copa dos Estados Unidos, México e Canadá. Para ele, o principal objetivo da Azzurra é se classificar para a Copa de 2030. "Agora temos que voltar atrás e torcer para reencontrar o ímpeto que nos levou ao Campeonato Europeu", disse, lembrando a Eurocopa de 2021.

A crise na comissão técnica da Itália

Depois da saída de Buffon, outras baixas ocorreram. Maldini e Leonardo, que queriam um treinador novo e tinham escolhido Andrea Pirlo, deixaram a seleção. Roberto Mancini assumiu como treinador, e Claudio Ranieri entrou como diretor técnico.

Buffon comentou que nem a chegada de Guardiola, cogitada na época, resolveria o problema. "Ele é o maior dos últimos trinta anos, mas treinou clubes. A seleção nacional é outra história."

O diagnóstico de Buffon sobre o futebol italiano

O ex-goleiro da Juventus afirmou que "ninguém se importa" com o trabalho na seleção, apenas com resultados. Ele criticou a falta de espaço para jovens jogadores. "Somos uma liga de transição, os grandes clubes enviam seus jogadores para cá para se desenvolverem e, apesar disso, não há espaço para os nossos jovens jogadores. Apenas fingimos não entender que o futebol mudou completamente nos últimos vinte anos."

Para o pequeno e médio empresário, a lição é clara: ignorar mudanças estruturais no mercado leva à queda. O futebol italiano, que já foi referência, hoje vive uma realidade de quinto lugar na Europa, com pressão constante e torcedores implacáveis.

Perguntas Frequentes

O que é a proposta de privatização da Copa do Mundo?

A ideia de Gianni Infantino era abrir uma empresa para vender participações em ativos comerciais da Fifa, o que poderia incluir a Copa do Mundo. A proposta foi abandonada após crise com Uefa e Concacaf.

Por que Buffon se assustou com a ideia?

O ex-goleiro afirmou que trazer investimento privado para a Copa do Mundo o assusta e que decisões firmes serão necessárias se certas linhas forem cruzadas.

Quem é Omar Abdulkadir Artan?

É o árbitro somali que teve o visto negado para entrar nos Estados Unidos e não pôde apitar na Copa do Mundo. Buffon citou o caso como exemplo de omissão.

Qual é o objetivo da seleção italiana segundo Buffon?

Se classificar para a Copa de 2030. Ele destacou a necessidade de reencontrar o ímpeto que levou a Itália à conquista da Eurocopa em 2021.

Quem comanda a seleção italiana agora?

Roberto Mancini é o treinador, e Claudio Ranieri, diretor técnico. A comissão passou por mudanças após a saída de Maldini e Leonardo.

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