# Guerra pesa sobre economia do Irã com sanções dos EUA

> O Irã enfrenta grave crise econômica sob sanções dos EUA e guerra prolongada. A inflação anual atinge 66%, enquanto o comércio exterior encolheu um terço. O governo iraniano reconhece o impacto, mas promete resistir, mantendo o controle estratégico do Estreito de Ormuz. A pressão internacional sobre o país persiste, com consequências diretas para a população e a estabilidade regional.

*Global Forum · Economia · 31 de agosto de 2026 · Eduardo Tannous*

O Irã reconhece o impacto econômico da guerra com os EUA: inflação anual a 66%, comércio exterior encolheu um terço e o país promete resistir, mantendo o controle do Estreito de Ormuz.

A guerra com os EUA pesa sobre a economia do Irã, e os líderes iranianos admitem o custo. O líder supremo, aiatolá Mojtaba Khamenei, instou o governo a lidar com as dificuldades, e o presidente Masoud Pezeshkian afirmou que o comércio exterior encolheu em um terço devido às sanções e ao bloqueio norte-americano. A inflação anual atingiu 66% no mês passado, agravada pela onda de sanções que se soma aos efeitos do conflito.

Apesar da pressão, Teerã não deu sinais de recuo neste sábado. O governo prometeu resistir, buscar a via diplomática e manter o que afirma ser o controle sobre o Estreito de Ormuz, via navegável estratégica que dá ao Irã poder de influência sobre os mercados globais de energia. Em comunicado divulgado pela mídia estatal, o governo definiu como prioridade central conter a inflação, gerenciar os mercados, criar empregos, direcionar investimentos para a produção nacional e reduzir gradualmente a dependência do dólar.

Seis meses após o início da guerra, as negociações estão em impasse. O governo do presidente Donald Trump intensificou os esforços para punir financeiramente o Irã com o que chamou de "Dia D econômico". Washington advertiu países a cortarem laços comerciais com o Irã ou enfrentarem sanções secundárias, embora o Departamento do Tesouro tenha evitado penalidades contra os principais parceiros comerciais, como China e Índia, para não afetar as economias dos EUA e global.

O líder supremo, que não é visto em público desde que ficou ferido no ataque de 28 de fevereiro, que matou seu pai e ex-líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, exortou o governo a enfrentar as dificuldades. "É preciso abordar seriamente a cadeia de desafios econômicos e de subsistência, como inflação, desemprego, gestão de preços e o mercado de bens e serviços", afirmou, em declaração por escrito.

O presidente Pezeshkian disse à mídia estatal que exportações e importações caíram quase 35% devido às sanções e ao bloqueio naval dos portos. Mas ele afirmou que o Irã vendeu cerca de 90 milhões de barris de petróleo durante a vigência de um memorando de entendimento assinado em junho, quando Washington permitiu as vendas. Em pronunciamento na TV estatal, Pezeshkian defendeu a retomada do acordo provisório, assinado em 17 de junho, mas que fracassou por divergências sobre o Estreito de Ormuz. "Podemos resolver nossos problemas e recuperar nossos privilégios com o memorando de entendimento", disse, sobre o documento que oferecia alívio das sanções e liberação de ativos congelados.

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Fonte (canonical): https://globalforum.com.br/economia/guerra-pesa-sobre-economia-ira-conforme-eua-intensificam-sancoes/
