Economia

Leilão do Aeroporto de Brasília marcado: veja o que muda

ResumoO leilão do Aeroporto de Brasília, marcado para 17 de dezembro, inclui um bloco de 10 terminais regionais e R$ 1,2 bilhão em investimentos obrigatórios. A nova modelagem altera a concessão, ampliando a abrangência para aeroportos adjacentes e definindo metas de infraestrutura. Passageiros terão melhorias em pistas, pátios e terminais, com prazo de execução estipulado no contrato.

O leilão do Aeroporto de Brasília foi marcado para 17 de dezembro, com um bloco de 10 terminais regionais e R$ 1,2 bilhão em novos investimentos. Entenda como a nova modelagem afeta a operação e o que muda para o passageiro.

Marcelo Iorio
Marcelo Iorio Consultor de planejamento empresarial · 09 de setembro de 2026
Leilão do Aeroporto de Brasília marcado: veja o que muda

O governo marcou o leilão do Aeroporto de Brasília para 17 de dezembro, ofertando a estrutura junto com um bloco de dez terminais regionais. O edital, publicado nesta quarta-feira, prevê R$ 1,2 bilhão em novos investimentos, com obras como um novo terminal internacional, um edifício-garagem e uma nova via de acesso. A modelagem é resultado de negociação homologada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que envolveu a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) e a atual concessionária, a Inframerica.

O leilão surge como alternativa à relicitação do aeroporto, diante da decisão da operadora atual de devolver o ativo à União. O mesmo modelo foi adotado no Galeão, no Rio. Entre as mudanças nos documentos finais, destaque para o aprimoramento da estrutura financeira da concessão e a definição do valor para a aquisição dos 49% de participação da Infraero, fixado em R$ 628,76 milhões, atualizado pelo Certificado de Depósito Interbancário (CDI). A alíquota mínima da Contribuição Variável foi reduzida de 5,9% para 5,13%, por causa da inclusão de novos investimentos obrigatórios no contrato. O prazo da concessão permanece até 2037.

Para o empresário e o passageiro, o impacto aparece na operação. O aeroporto da capital federal é o quarto mais movimentado do país e, entre janeiro e julho, recebeu mais de 9,7 milhões de passageiros em voos domésticos e internacionais, alta de 8,14% frente ao mesmo período de 2025. É o único aeroporto do país com duas pistas capazes de operar simultaneamente. O terminal fez parte das primeiras rodadas de privatização do setor em 2012, quando foi arrematado pela Inframerica com ágio de 673%. Anos depois, a concessionária passou a enfrentar dificuldades para arcar com a outorga, diante de premissas do modelo que não se confirmaram, crises da economia e a pandemia de Covid.

Com Brasília, serão leiloados os aeroportos regionais que compõem o bloco. A lista completa dos terminais está no edital.

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