# Governo diz que corte de tributos sobre combustíveis não exigirá espaço fiscal extra

> O governo federal, sob o ministro Bruno Moretti, afirmou que o corte de tributos sobre combustíveis e o subsídio ao diesel não exigirão espaço fiscal extra. A medida, assinada pelo presidente Lula via decreto e medida provisória, visa conter a alta do petróleo sem comprometer o orçamento público. A ação busca equilibrar impacto econômico e responsabilidade fiscal.

*Global Forum · Economia · 09 de setembro de 2026 · Eduardo Tannous*

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, reforçou que as medidas contra a alta do petróleo não exigem espaço fiscal extra. Lula assinou decreto e MP para reduzir tributos e subsidiar diesel.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que as medidas anunciadas para mitigar os efeitos da guerra no Oriente Médio nos combustíveis não dependem de espaço fiscal adicional. "Estamos fazendo uso do espaço fiscal de que dispomos sem pedir espaço adicional", declarou em coletiva. Ele repetiu que o preço final da gasolina ao consumidor no Brasil é mais baixo em relação a outros países afetados pelo contexto geopolítico.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou um decreto que reduz tributos sobre a gasolina e o etanol hidratado e uma Medida Provisória (MP) que autoriza nova subvenção ao diesel. As medidas reduzem PIS/Cofins sobre a gasolina, eliminam a tributação do etanol hidratado e garantem subsídio de R$ 1 por litro ao diesel. O governo citou "a persistência da volatilidade dos preços internacionais do petróleo e das restrições à oferta de combustíveis decorrentes de conflitos geopolíticos".

Na coletiva, os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e do Planejamento, Bruno Moretti, além do secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, detalharam as medidas. Durigan reforçou que o anúncio busca "proteger" a população diante da escalada da cotação do Brent, pressionada pelo contexto de guerra. Ele também declarou que o governo adota como boa prática "medidas limitadas e temporárias", com a perspectiva de suavizar o impacto do aumento dos preços no bolso do consumidor.

Para o cidadão comum, a leitura fria é esta: a redução de tributos tende a segurar o repasse da alta internacional para a bomba, mas o efeito depende da volatilidade do petróleo e da duração das medidas. A MP e o decreto atacam o preço na origem, sem exigir novo espaço fiscal, o que evita pressão adicional sobre as contas públicas. Resta acompanhar como a cotação do Brent se comporta nas próximas semanas para avaliar se o alívio será suficiente.

---

Fonte (canonical): https://globalforum.com.br/economia/governo-diz-corte-tributos-sobre-combustiveis-nao-exigira-espaco-fiscal-extra/
