# Fundador de startup de US$ 4,5 bi vê afirmações extremas sobre IA

> O fundador da Decagon AI, startup avaliada em US$ 4,5 bilhões, defende que as afirmações extremas sobre inteligência artificial ganham manchetes, mas a resposta equilibrada está no meio do caminho. A posição contrasta com o coro de executivos do setor que pedem cautela diante dos riscos da tecnologia.

*Global Forum · Economia · 17 de setembro de 2026 · Helena Drumond*

Em meio ao coro de executivos que pedem cautela com a inteligência artificial, o fundador da Decagon AI, avaliada em US$ 4,5 bilhões, diz que as afirmações 'extremas' ganham manchete, mas a resposta está no meio do caminho.

As afirmações mais alarmantes sobre os riscos da inteligência artificial dominaram a imprensa de tecnologia na última semana. Para Jesse Zhang, fundador da Decagon AI, startup avaliada em US$ 4,5 bilhões, parte desse discurso é 'extremo'. Em entrevista ao InfoMoney, ele defende que a resposta está no meio do caminho: fortalecer guardrails de segurança sem desacelerar ou parar o desenvolvimento.

A repercussão aumentou depois que um ex-pesquisador da Anthropic foi a público tratar de suas preocupações com a chamada inteligência artificial geral (AGI). 'Eles estão correndo diretamente em direção a uma superinteligência capaz de se autoaperfeiçoar e apostando com nossas vidas', disse Jacob Coxon em suas redes sociais.

O alerta encontrou eco entre nomes de peso. Os principais executivos da Anthropic, Dario Amodei, da OpenAI, Sam Altman, e da xAI, Elon Musk, convergiram, nos últimos dias, para o entendimento de que seria o momento de conter o avanço dos modelos mais avançados até que mecanismos adequados de segurança sejam desenvolvidos.

Zhang vê o cenário por outro prisma. 'Naturalmente, nos Estados Unidos há muita competição nas aplicações de modelos. É essa competição que move o progresso', afirma. Para ele, deve haver incentivos não para reduzir a velocidade do avanço, mas para criar garantias de segurança que caminhem na mesma velocidade.

A Decagon AI atua com agentes de inteligência artificial para atendimento a clientes em diversos setores, por telefone ou mensagens. A empresa opera com clientes como o BBVA e o Mercado Livre no Brasil. Fundada há menos de três anos, a companhia chegou em janeiro a uma avaliação de mercado de US$ 4,5 bilhões após um aporte de US$ 100 milhões.

O dinheiro, segundo Zhang, será destinado à expansão do time, hoje de 600 pessoas. 'Vamos manter esse pace porque há muita demanda de mercado agora. Vamos aumentar a equipe dentro e fora dos EUA', conta.

A Decagon é uma das incontáveis companhias de IA investidas em um ciclo de alta valorização. O cenário já acendeu alertas sobre a real capacidade de as empresas gerarem o valor que lhes é atribuído via investimentos. 'É difícil dizer quando este ciclo vai acabar. As empresas estão realmente muito mais altamente avaliadas que o normal, mas isso durará por mais alguns anos? Muito difícil de dizer', diz Zhang. 'Em algum momento deverá haver um reset. Neste momento, a principal diferença entre IA e outros ciclos é que muita receita está sendo gerada pelas companhias e consumidores estão percebendo valor.'

Para o executivo, as empresas também estão capturando esse valor. Ele cita como exemplo negócios que se beneficiam da tecnologia da Decagon: 'Eles são capazes de reconhecer valor imediatamente em seus call centers ou manter a retenção dos seus clientes'.

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Fonte (canonical): https://globalforum.com.br/economia/fundador-startup-us-45-bi-ve-afirmacoes-8216extremas8217-sobre-avanco-ia/
