Fifa rejeitou solicitação de cópia da decisão que liberou Balogun, diz Bélgica
A Federação Belga de Futebol alega que a Fifa rejeitou um pedido para obter cópia da decisão que liberou o atacante Folarin Balogun para defender a seleção dos Estados Unidos. O caso reacende o debate sobre transparência nas regras de mudança de nacionalidade esportiva.
Quem acompanha as polêmicas do futebol internacional sabe: bastidores de federações e decisões da Fifa podem render mais drama que muitos jogos. Dessa vez, o centro da discórdia é o atacante Folarin Balogun, que optou por defender os Estados Unidos, e a Bélgica alega que a Fifa não está sendo transparente sobre o caso.
A Federação Belga de Futebol afirma que a Fifa rejeitou seu pedido para obter uma cópia da decisão que autorizou o atacante Folarin Balogun a defender a seleção dos Estados Unidos. O caso envolve a interpretação das regras de mudança de nacionalidade esportiva e levanta questionamentos sobre a transparência dos processos da entidade.
O que a Bélgica alega sobre a decisão da Fifa
A Federação Belga de Futebol (RBFA) protocolou um pedido formal à Fifa solicitando acesso à íntegra do documento que liberou Balogun para jogar pelos Estados Unidos. Segundo a entidade belga, a resposta foi uma negativa, a Fifa teria se recusado a fornecer a cópia.
A RBFA argumenta que o direito de acesso à decisão é fundamental para garantir a lisura do processo e para que outras federações possam entender os critérios aplicados. O caso ganhou repercussão na imprensa europeia, com veículos como o jornal belga HLN noticiando a recusa.
Por que Balogun virou alvo de disputa
Folarin Balogun, de 22 anos, nasceu em Nova York, mas foi criado na Inglaterra e chegou a defender as seleções de base inglesas. Ele também tem ascendência nigeriana. A dúvida sobre qual seleção defenderia se arrastou por meses, até que a Fifa autorizou a mudança para os Estados Unidos.
A Bélgica, que também teria interesse no jogador, questionou os critérios usados pela Fifa para liberar a troca. A federação belga alega que as regras de mudança de nacionalidade esportiva são aplicadas de forma inconsistente e que o caso de Balogun expõe essa fragilidade.
As regras da Fifa para mudança de nacionalidade
A Fifa estabelece critérios claros para que um jogador troque de seleção. Entre eles, é necessário que o atleta tenha um vínculo claro com o novo país, por nascimento, ascendência ou residência, e que não tenha atuado em jogos oficiais pela seleção anterior após completar 21 anos.
No caso de Balogun, ele nunca havia entrado em campo pela Inglaterra em jogos oficiais, o que abriu caminho para a mudança. A Bélgica, no entanto, contesta a interpretação da Fifa sobre o que configura "vínculo claro" com os Estados Unidos.
Repercussão e próximos passos
A negativa da Fifa em fornecer a cópia da decisão acirrou os ânimos. A RBFA estuda recorrer ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) para obrigar a entidade a divulgar o documento. Enquanto isso, Balogun já foi convocado e estreou pela seleção americana em junho de 2023, em partida contra o Canadá.
A Fifa, por sua vez, não se pronunciou oficialmente sobre o caso. A entidade costuma tratar decisões de elegibilidade como confidenciais, o que alimenta a desconfiança de federações menores.
Perguntas Frequentes
A Fifa realmente negou o pedido da Bélgica?
Sim, segundo a Federação Belga de Futebol, a Fifa rejeitou o pedido de cópia da decisão que liberou Balogun. A informação foi publicada pelo jornal belga HLN.
Balogun pode jogar pelos Estados Unidos?
Sim. A Fifa autorizou a mudança de nacionalidade esportiva, e Balogun já estreou pela seleção americana.
A Bélgica pode recorrer?
Sim. A federação belga estuda levar o caso ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) para questionar a recusa da Fifa.
O que dizem as regras da Fifa sobre mudança de nacionalidade?
As regras exigem vínculo claro com o novo país, por nascimento, ascendência ou residência, e que o jogador não tenha atuado em jogos oficiais pela seleção anterior após os 21 anos.
Por que a Fifa não divulga a decisão?
A Fifa trata decisões de elegibilidade como confidenciais, o que gera críticas sobre falta de transparência.
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