# EUA atacam 3 petroleiros após mísseis do Irã contra navios

> EUA atacaram três petroleiros iranianos neste sábado, em resposta a mísseis da Guarda Revolucionária do Irã contra dois navios norte-americanos. A ação militar eleva o risco de interrupção no abastecimento global de energia, com potencial impacto nos preços do petróleo. O confronto direto entre as forças armadas dos dois países intensifica a tensão no Golfo Pérsico.

*Global Forum · Economia · 07 de setembro de 2026 · Tânia Lustosa*

Forças dos EUA atacaram três petroleiros iranianos neste sábado, após a Guarda Revolucionária lançar mísseis contra dois navios norte-americanos. A escalada eleva o risco para o abastecimento global de energia.

Forças norte-americanas atacaram três petroleiros iranianos neste sábado, informou o Comando Central dos EUA, incluindo um na costa da Ilha de Kharg, próxima ao principal centro de exportação de petróleo do Irã. A ação ocorreu depois que a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) lançou mísseis balísticos contra dois navios da Marinha norte-americana.

O almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA, disse: "Que a mensagem para o IRGC fique clara: se vocês atacarem dois de nossos navios, imporemos um custo econômico ainda maior, destruindo três dos seus". Nenhum membro da equipe norte-americana ficou ferido, segundo o comando.

A agência semi-oficial iraniana Tasnim reportou que quatro mísseis norte-americanos atingiram um petroleiro na área de ancoradouro de Kharg, citando fontes locais que negaram vítimas e afirmaram que a tripulação estava sendo evacuada. Autoridades iranianas não emitiram comunicado oficial imediato.

A troca de ataques aprofunda uma escalada que começou quando os EUA lançaram ataques contra o Irã em fevereiro, perturbando o abastecimento global de energia e gerando oposição da maioria dos norte-americanos antes das eleições para o Congresso em novembro. O presidente Donald Trump afirmou em 31 de agosto, em postagem acompanhada por vídeo gerado por IA, que a Ilha de Kharg estava sendo "reduzida a pedacinhos". Autoridades iranianas prometeram resposta contundente caso Kharg seja atacada.

O Irã é o terceiro maior produtor da Opep e exportava 90% do petróleo pela Ilha de Kharg antes da guerra, mas os fluxos foram interrompidos desde o bloqueio dos EUA às exportações, iniciado em meados de abril. Trump chegou a dizer, em 11 de junho, que queria tomar Kharg, mas depois descartou operação militar no local, dias antes de Teerã e Washington assinarem acordo provisório para encerrar a guerra.

Um ataque a Kharg pressionaria ainda mais a indústria petrolífera iraniana e sua economia, já abalada pelo bloqueio naval. Os EUA impuseram o bloqueio aos portos iranianos depois que o Irã fechou efetivamente o Estreito de Ormuz, via que transportava um quinto do suprimento mundial de petróleo antes da guerra.

A pergunta que fica é quem paga a conta dessa escalada. Para o mercado global de energia, cada ataque na região reacende o risco de interrupção de oferta. Para a população civil, o custo aparece na forma de preços mais altos e de uma guerra que se arrasta sem solução à vista.

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