# Etanol puxa alta dos combustíveis na 1ª quinzena de setembro, aponta IPTL

> O etanol registrou alta de 1,69% na primeira quinzena de setembro, segundo o IPTL, impulsionando o aumento dos combustíveis no período. O diesel S-10 subiu 0,42%, enquanto gasolina e diesel comum apresentaram recuo. O movimento pressiona o custo por quilômetro de operações logísticas e de transporte rodoviário.

*Global Forum · Economia · 16 de setembro de 2026 · Marcelo Iorio*

O etanol avançou 1,69% na primeira quinzena de setembro e puxou a alta dos combustíveis, segundo o IPTL. Diesel S-10 subiu 0,42%, enquanto gasolina e diesel comum recuaram. Entenda o impacto no custo por quilômetro da sua operação.

Os preços dos combustíveis voltaram a subir na primeira quinzena de setembro, interrompendo o alívio de agosto. O etanol puxou a alta, com avanço de 1,69% e preço médio nacional de R$ 4,21 por litro, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento feito a partir dos abastecimentos nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log.

O diesel S-10 registrou leve alta de 0,42%, cotado a R$ 7,11. Na direção oposta, o diesel comum recuou 0,29%, para R$ 6,76 por litro, e a gasolina caiu 0,30%, chegando a R$ 6,72.

Para quem roda com frota, o etanol é o número que mais mexe no custo por quilômetro. Um salto de 1,69% em duas semanas não fecha uma operação, mas muda a conta de rota, de escala de entrega e de repasse. O caixa sente antes do balanço.

## O que mudou por região e por estado

O Sudeste teve a menor média de etanol do País, a R$ 4,09 por litro, mesmo após alta de 2,51%. O Amazonas registrou o maior aumento porcentual nacional, de 4,57%, para R$ 5,26, enquanto Pernambuco apresentou a maior redução, de 3,26%, para R$ 5,05.

No diesel comum, Alagoas liderou os aumentos estaduais, com alta de 1,68%, para R$ 7,28. O Paraná teve o menor preço médio do País, de R$ 6,14.

No diesel S-10, os aumentos se concentraram no Sul, com alta de 1,83%, para R$ 6,69, e no Centro-Oeste, com avanço de 1,57%, para R$ 7,13. O Mato Grosso registrou a maior alta nacional, de 3,09%, para R$ 7,34, seguido pelo Amazonas, que subiu 2,80%, para R$ 7,35. No Sul, o Rio Grande do Sul teve alta de 2,55%, com média de R$ 6,44, ainda a menor do País, enquanto o Paraná avançou 2,22%, para R$ 6,90. O maior preço do S-10 foi registrado no Acre, a R$ 8,15.

Na gasolina, o Rio Grande do Sul teve o menor preço médio, de R$ 6,27, e Roraima o maior, de R$ 7,70. A Bahia apresentou a maior queda, de 3,01%, para R$ 6,77, e o Distrito Federal, a maior alta, de 2,23%, para R$ 6,89.

## O que olhar no seu caixa agora

A leitura prática é separar o combustível que sua operação consome do combustível que aparece na manchete. Se a frota é flex, o etanol a R$ 4,21 muda a paridade com a gasolina a R$ 6,72 e pode inverter a escolha de abastecimento. Se é diesel, o S-10 a R$ 7,11 pesa mais no custo fixo do que o comum a R$ 6,76.

Vale revisar três linhas: custo por quilômetro rodado, preço embutido no frete ou na entrega e margem por rota. O IPTL é referência de mercado, não tabela oficial de preço. Ainda assim, é o termômetro que antecipa o que vai aparecer na sua próxima nota de abastecimento.

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Fonte (canonical): https://globalforum.com.br/economia/etanol-puxa-alta-combustiveis-1-quinzena-setembro-aponta-iptl/
